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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Doação de orgãos

Vejam só

Recebi de um amigo policial....

Eu é que devia saber disso antes.

Acho que o vídeo fala por si só.


Pense nisso.
Doe orgãos

(e para quem tiver um tempinho a mais - doe sangue também)


Posto Piracicaba- Hemonúcleo - Ver Mapa

Endereço: Av. Independência, 953.
Alto (na Santa Casa) - Piracicaba - SP
Telefone: (19) 3422-2019
Dias: Segunda a Sexta-Feira
Horário: 07h30 - 13h30

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Erro médico....




Segue link do artigo da Dra. GIOVANNA TRAD CAVALCANTI Advogada militante na Área do Direito Médico-Hospitalar e da Saúde, Pós- graduada em Direito Processual Civil pela Unissul, Pós- graduanda em Direito Médico pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (UNIAASELVI).


http://www.fatonotorio.com.br/artigos/ver/174/erro-medico-ou-fatalidade-sabendo-diferenciar-a-origem-do-dano-ocorrido-durante-o-processo-terapeutico

Minha resposta....


Bom dia

Estou a escrever algo sobre erro médico e me deparei com artigo da dra Giovana (Erro médico ou fatalidade? Sabendo diferenciar a origem do dano ocorrido durante o processo terapêutico.).  

Gostaria de discordar. O diagnóstico correto não é obrigação final do médico pois este pode errar no diagnóstico, o que não pode acontecer é errar devido desleixo, inobservância técnica entre outros nomes que se dão para a imprudência, imperícia ou negligência. Ou seja, pode acertar ou errar, desde que o processo investigativo seja válido.

Muitos gostam de pensar que os sintomas de determinadas doenças sempre se apresentam como descritos nos livros mas a prática clínica é muito diversa. Sou cirurgião é ja operei vários apendices onde a clínica não era compatível com o do livro e manuais. O contrário era verdadeiro, ultrasom normal mas clínica de livro - paciente operado e tinha apendicite. 

Principalmente idosos chegam a urgência hospitalar em uso de uma miríade de medicações além de já terem usado chás e receitas caseiras de toda sorte. Habitualmente já padecem de doenças crônicas e tem dificuldade em estabelecer uma linha cronológica clara sobre os eventos em saúde.  Tudo isso dificulta em muito o processo de avaliação clínica, por mais minuciosa anamnese seja feita.

Diga-se de passagem, uma conversa bem conduzida é bem mais valiosa que o simples exame físico no processo diagnóstico. 

De qualquer forma acredito haver uma interpretação equivocada sobre a questão do diagnóstico errado - pois como podemos ver no texto - "taquicardia, dor no braço, hipertensão, vômito e/ou outros"... são sintomas que podem ocorrer em uma multiplicidade tão grande de eventos médicos que seria impossível listar. 

Exemplifico:: Idoso obeso caiu e quebrou o braço, o que leva a dor no braço que leva a taquicardia e consequente elevação da pressão arterial. Com a dor forte pode resultar em vômitos E/OU OUTROS... Se ele bateu a cabeça e foi encontrado inconsciente como saber que ele caiu? Nem todas as fraturas são "expostas" algumas são dificeis de se ver mesmo sob radiografias.


Então .. no mundo biológico nada é tão preto no branco  como "sintomas de infarto"

Parabéns pelo artigo 


Análise:  acho que ainda muitos acham que medicina é uma arte matemática, que a relação com o paciente é a mesma que quando você compra uma televisão (código de defesa do consumidor) ou quando você contrata um eletricista para ver sua tomada (que por sinal cobra mais caro que uma consulta médica).

E enquanto perdurar essa visão preparem-se para ter médicos mais tecnólogos. Ou seja, não se envolvem emocionalmente com o paciente, quero dizer... já existe o consentimento informado e não vai demorar para que tenham que assinar um contrato de prestação de serviços.

Vamos de deixar de nos importar e fazer apenas o que está contratualizado - o melhor possível, mas dentro do contrato....

Que medo do futuro...










terça-feira, 21 de agosto de 2012

Formulário de seguro.

Bom dia a todos os médicos e pacientes.

Trago uma informação que acho importante compartilhar ....


http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2012/1997_2012.pdf

ou seja

o médico que atendeu ao paciente não pode preencher o formulário securitário. Sabem aquele que a família pede para o médico preencher para receber seguros de vida ou similares?

Então:

“É vedado ao médico: Art. 77. Prestar informações a empresas seguradoras sobre as circunstâncias da morte do paciente sob seus cuidados, além das contidas na declaração de óbito”"

É falta ética pois ao médico é proibido ser perito de paciente seu.
E o preenchimento do formulário de seguros é considerar perícia securitária.

O médico que em qualquer momento da sua CARREIRA atendeu o paciente em questão não pode preencher formulários de seguro ou ser assistente técnico ou ser perito em nenhum tempo por estar impedido.


É obrigação da SEGURADORA providenciar perito para preenchimento do sinistro. Então vc que é segurado não se engane... não é ônus seu...

''[ ]s 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Valorização profissional....

Estava a verificar algumas comparações que recentemente numa rádio ouvi. Técnicos em eletrônica ou outras áreas da indústria tem tido tanta valorização de sua mão de obra que tem salários maiores que os próprios engenheiros ou médicos.

Isso me faz refletir sobre alguns aspectos que movem o capitalismo na área da saúde.

1 - O bom técnico, vendedor, administrador ou seja lá o que for é aquele que traz lucro para a empresa, seja reduzindo custos, aumentando a eficácia ou eficiência ou vendendo mais.

a) Diferente do médico, que é um profissional que quando agregado ao processo traz custo. O empregador (seja governo, operadora de saúde, hospital) não tem gerência ou hierarquia no modo operativo do médico. Ele tem autonomia de fazer o que quiser apelando ao bem maior que é a saúde do paciente. O lucro eventual que um médico traz pode ser visto quando este profissional é de tamanho renome que converge e atrai os pacientes a determinado serviço que em busca de maior qualidade estão dispostos a pagar por isso.

           Acompanhando o raciocínio, a percepção direta do desempenho de um funcionário na indústria é fácil de medir. Agora devido a extrema variante biológica, o desempenho profissional médico é quase impossível de medir, pois não adianta ser mais rápido se houver maior número de complicações, mas também não adianta ser mais lento e acumular filas de pessoas a esperar.


2 - Tempo x desempenho x produção:  Uma notável diferença mais recentemente percebi foi na atuação de fisioterapeutas sendo remunerados por Operadoras de Saúde. Devido ao baixo valor, aquela seção de fisioterapia que era mais personalizada e com duração de 45 - 60 minutos se transformaram em linhas de produção com acoplagem de equipamentos, exercícios auto-realizáveis e alguns minutos de massoterapia.  Claro que posso estar generalizando aqui, mas é uma percepção pessoal. Não é baseado em nenhuma pesquisa, e ficam minhas desculpas aos que mantém seu atendimento no perfil habitual.Ai ficamos a pensar que o mesmo aconteceu com os médicos décadas atrás onde os baixo valores tornam a organização do trabalho baseado em volume e não qualidade. Assim para fazer juz a manter um consultório aberto, os profissionais reservam em torno de 15 minutos para consulta, respeitadas variações de acordo com especialidades.

b) Então, nada tenho contra o sistema mutuário (operadoras de saúde). Só acho que o profissional médico, devido sua autonomia, deveria ser dono do seu preço. Assim como há advogados de R$ 10.000,00 há advogados de R$ 1.000,00 e obrigatoriamente isso não traduz a qualidade do atendimento e sim a capacidade operacional deste ou daquele.

Será mesmo que a ANS e o SUS não deveriam repensar o modelo ora vigente e trazer uma mudança mais robusta ao sistema que se mostra cada vez mais falho? Será mesmo que a autonomia a qualquer custo é algo que os Conselhos profissionais devem defender tão vigorosamente.

3 - Grupos x indivíduos:

        Hoje há uma tendência dos profissionais de saúde, devido também aos custos altos e baixa remuneração, formarem condomínios ou grupos de profissionais tentando com isso, dividindo despesas e modelos operacionais, tornarem o processo mais facilitado. A vantagem de um grupo é que caso você esteja impedido, há com frequência outro que possa lhe cobrir ou resolver a demanda. Devem apenas  atentar em manter a qualidade técnica e a imagem ética e profissional pois neste processo pequenos desvios podem impactar na imagem da equipe.
             Com isso há menor perda de potenciais "clientes" ou pacientes , por haver melhor disponibilidade mesmo quando um ou outro sai de férias ou a congressos/cursos de atualização.
            Porém ainda é difícil organizar grupos pois médicos em particular são indivíduos com formação solitária e competitiva. Na própria universidade é arraigada a imagem de competição (desde do vestibular até a residência médica) em que você deve ser melhor ou sair na frente. 10 anos disso e dificilmente você consegue mudar seu modelo de enxergar para um método cooperativo onde há perdas e ganhos. Onde de fato há necessidade de analisar custo x benefício, desempenho, eficiência, eficácia e efetividade entre outros conceitos de administração e gestão   


4 - Salários.

               Certa vez perguntei a médicos se deixariam de ser autônomos para serem assalariados com uma remuneração de R$ 15.000,00 mensais por 40 horas de trabalho semanais e benefícios do CLT em regime de dedicação exclusiva. 55% disseram que sim.  Parece bastante dinheiro realmente, quase alcança o salário de magistrados que começam com quase R$ 20.000,00.  Só muda que eles tem 60 dias de férias entre outros benefícios incorporados etc. e parlamentares então... mas não vamos entrar neste assunto.
          Hoje a enfermagem trabalha em regime CLT, dificilmente vemos profissionais de enfermagem abrirem empresas de prestação de serviços. Mas o salários destas são muito menores... acho que em torno de R$ 2000,00 mensais por 40 horas semanais para enfermeira com formação superior.
        Qual a diferença? Bem, hoje o médico consegue trazer seu aporte financeiro a valores maiores porque também a maioria trabalham das 06 até as 20 horas, com frequência com 20 minutos para almoçar e trabalham no final de semana também (pelo menos 1/3 da carga horária diária). Então isso representa 14 horas diárias ou 70 horas semanais (dias úteis) + umas 10 -12 horas nos finais de semana. 
            Mas caso fizesse as contas e considerassem  custo operacional de um consultório e idas e vindas de hospitais e ambulatórios viria que o custo operacional é alto também. E penso que aquela pesquisa teriam índices maiores de aceitação.


             comentário:  Há grande defasagem salarial na área de saúde. Provávelmente por questão mercadológica, o enfermeiro de nível superior é mão de obra mais fácil de encontrar. Em recente concurso público, para algumas parcas vagas haviam cerca de 3000 candidatos para umas 8 vagas...  Mas veja que interessante... de um lado, acho que a enfermagem está perdendo oportunidade em montar empresas de prestação de serviços que poderiam alavancar a categoria, por outro os médicos que tem conforto em determinado nível salarial deveriam pensar em migrar para o CLT.... 

Parafrasendo Natália do Mesa para Dois.

"Pode fechar a conta."










segunda-feira, 30 de abril de 2012

Vídeo

Alguns dizem que somos mercenários
Outros dizem, obrigado por fazer pelo SUS.
Alguns dizem que fizemos medicina pelo dinheiro e nada mais.
Outros agradecem pela consulta feita graciosamente
Alguns dizem que somos insensíveis
Outros agradecem pela conduta bem pensada e não guiada pelo desespero das emoções
Alguns reclamam, e com razão, pois afinal há médicos e médicos. Assim como existem bons advogados e mau advogados, bons e maus políticos, bons e maus cozinheiros. Porque haveria de ser diferente em quem veste o branco?
Mas devemos saber separar... o médico não tem culpa da falta de vagas, da falta de UTI, da falta de medicações, das epidemias e das escolhas de Sofia.
Nunca generalizar... ainda mais ao julgarmos uma classe inteira por um punhado
Por isso gostei do vídeo.

Como bem dito hoje no rádio: Se tomar vacina para gripe e ficar gripado uma semana depois NÃO foi por causa da vacina (que é de pedaços de virus mortos) e sim porque vc pegou um outro tipo de vírus (dos milhares existentes) que a vacina não protege 100%
Enfim ...gostei do vídeo

mas apesar disso achei o vídeo bonito.. pois quantos natais perdi com minha família pois estava de plantão? Quantos casamentos de amigos e batizados?
Quantas vezes deixei minha esposa para ir ao hospital devido um acidente ou outra emergência..
Perdi as contas.

Mas isso é ser médico . de fato. Aceitamos essa responsabilidade.
Porisso gostei do vídeo

O que não gostamos?

De que nos tratem como alguém que quer prejudicar
De que nos agridam com palavras pois não é culpa nossa que a doença ali está e muito menos é culpa nossa a medicina não ter alternativa de tratamento
De que nos exijam um grau de perfeição que é divina... ora somos apenas humanos.

Enfim...  gostei do vídeo

Que vídeo? Ah sim!

http://www.unimedpiracicaba.com.br/download/unimed60.wmv


abraços a todos.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mais conhecido como "Não vem querer dar migué"

Publicado pelo Glaucio Veras.

ATENÇÃO: PRINCIPALMENTE AOS MÉDICOS QUE FAZEM PLANTÃO ATRAVÉS DE COOPERATIVAS.

Juíza decide: médica que presta serviços de plantonista através de empresa própria a hospital beneficente é autônoma

A juíza Denízia Vieira Braga, em sua atuação como titular da Vara do Trabalho de Guanhães, julgou o caso de uma médica que pediu o reconhecimento do vínculo de emprego como Hospital Imaculada Conceição (ligado à Associação de Caridade Nossa Senhora do Carmo) para o qual presta serviços, realizando plantões, há 25 anos. A reclamante sustentou que, embora trabalhe nos moldes do artigo 3º da CLT, não teve a carteira de trabalho assinada e os salários, inicialmente, lhe eram pagos por meio de RPA (recibo de pagamento de autônomo). Posteriormente, por imposição do réu, foi obrigada a se filiar a uma cooperativa e depois a constituir empresa, tudo para mascarar a relação de emprego.
Mas, ao analisar o processo, a magistrada constatou que a trabalhadora prestava serviços ao hospital de forma livre e independente. A julgadora esclareceu que o empregado, normalmente, é o hipossuficiente do contrato de emprego, ou seja, a parte mais fraca e desprovida de recursos. No entanto, essa ideia de hipossuficiência é mais branda quando envolve profissionais altamente qualificados. Ao contrário dos simples trabalhadores, que são dependentes economicamente, aqueles têm mais forças para negociar melhores condições de trabalho.
Especificamente com relação aos médicos que prestam serviços para o hospital reclamado, o tema já foi objeto de inquérito civil, promovido pelo Ministério Público do Trabalho, cujo parecer concluiu que estes profissionais da saúde, que ali atuam, fazem-no com plena autonomia profissional, não havendo pessoalidade, subordinação e controle de horários. "A análise global e conjunta das provas constantes nos autos, realizada a partir do contexto referenciado inicialmente, corrobora o parecer do Ministério Público do Trabalho. A ausência de pessoalidade e de subordinação na relação existente entre a reclamante e o hospital emergem como pontos centrais ao desate da questão", frisou a julgadora.
Isso porque, segundo observou a magistrada, esses médicos, incluindo a reclamante, não estão sujeitos a controle de ponto e podem trocar plantões com seus colegas, apenas avisando à coordenação. A remuneração é negociada entre eles. Todos estes profissionais atendem em consultórios particulares e possuem suas próprias empresas, que prestam serviços para outras firmas. A própria autora, desde 1996, é sócia de uma empresa e trabalha para um grande banco e uma grande empresa de papel e celulose. Uma das testemunhas, por ela indicada, disse que o hospital apenas orienta os médicos a abrirem suas próprias empresas para pagarem menos impostos, o que é vantajoso para ambas as partes.
Para a juíza sentenciante, não há dúvida de que os médicos que trabalhavam para o reclamado tinham autonomia para traçar os rumos da prestação de serviços, atuando como gerentes de sua força de trabalho, com liberdade para efetuar troca de plantões, sem interferência do estabelecimento de saúde. "Por fim, convém enfatizar que há 25 anos a reclamante trabalha realizando plantões no hospital/reclamado, tendo até 2010 concordado com todo o modo de direção da prestação das suas atividades, sendo pois razoável admitir que possui discernimento suficiente a garantir-lhe a exata compreensão de sua condição profissional", finalizou, julgando improcedente o pedido de reconhecimento do vínculo de emprego. A autora apresentou recurso, mas o TRT de Minas manteve a sentença.
( 0000333-18.2010.5.03.0090 AIRR

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Dr. Walther Gravena


E Piracicaba perde um dos seus médicos médicos.

Ele tratou de tantos e tantos que dificilmente citar-se-ia seu nome sem que alguém comentasse "Ah sim, ele tratou de minha mãe/avó,irmã etc.Que ótimo médico!"
De grande coração, gosto de lembrar dele assim (na foto)- operando e trabalhando, sempre sorrindo e alegrando o ambiente em que se encontrava.
Muito me ensinou o velho mestre pois por mais tecnologia agregada ao nosso dia a dia, determinadas expertises nós só aprendemos com os mais experientes de vida.
Só tenho a agradecer pelo acolhimento que Dr. Walther Gravena me deu quando cheguei em Piracicaba em 2002.

Vai ficar muita saudade no coração de todos, pois sei que todos tinham muito carinho por ele.

Descanse em paz!


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Câncer de mama

Recebi alguns emails sobre o assunto e vou fazer uma resenha:


  • é o segundo câncer mais frequente na mulher (mas pode dar em homem também, principalmente se tiver ginecomastia pois aumenta em 10% a chance)
  • obesidade aumenta o risco
  • ingestão de alcool mesmo moderadamente aumenta o risco 
  • radiação ionizante (isso mesmo, rx, tomografia, etcc.) principalmente abaixo de 35 anos de idade aumenta o risco
  • anticoncepcionais em algumas condições aumenta o risco
  • hereditariedade conta - então se mãe ou irmãs tiveram (principalmente se antes do 50a) - fique experta esperta!
  • se vc não teve filhos ...tem mais chance de ter 
  • se primeira gravidez após 30 anos de idade - também tem mais chance
  • se menopausa acima de 50 anos - maior chance
  • se menarca (primeira menstruação) foi precoce - também tem mais chance

Prevenir - o auto exame pelo menos semanal deve ser realizado mas este NÃO REDUZ MORTALIDADE ESTATISTICAMENTE. O exame periódico realizado por médico deve ser feito pelos menos 1 xx ao ano.

Mamografia - deve ser feito em mulheres entre 50 e 69 anos ou em situações especiais.

Sinais de alerta: caroço na mama, alteração da pele na mama ou secreção mamilar inesperada. NÃO PRECISA TER DOR!!! Caroços (ingua)  na axila também devem ser investigados

é isso ai que temos na ciência médica... o resto.....

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Escolhendo marcas?

Reportagem da veja fala sobre descaso da ANVISA na questão das próteses mamárias.


Cabe aqui alguma racionalização...


A ANVISA é o orgão que regulamenta e fiscaliza no Brasil os produtos da área da saúde.
A ANVISA emite certificação e teoricamente atesta que o produto é seguro e tem qualidade suficiente para utilizarmos no nosso dia a dia.
A ANVISA diz então que o produto X ou Y serve ao mesmo propósito que o Z ou M (no caso penso em próteses mamárias nacionais e importadas mas serve para outros produtos também).

Quem é responsável quando dá um treco desses?

Se não houvesse ANVISA, digo, se não houvesse fiscalização nem nada, ai poder-se-ia responsabilizar quem indicou ou importou etc...

Mas como há fiscalização... não deveria a mesma ser responsável pelo dano ocorrido? Ainda mais tendo sido avisada do problema por 2 consumidores?

Senão qual responsabilidade que existe por trás de uma agência reguladora? Ela só serve para emitir um "certificado"  e arrecadar dinheiro no processo?

vou te contar ... 


domingo, 11 de dezembro de 2011

Artigo da Isto É sobre a PRAGA das consultas de 15 minutos.

Leiam aqui a reportagem da ISTO É .... 

mas para quem tem preguiça...fiz CTRL C-
Apesar de ter lido manifestações revoltosas, acho que o artigo em bem a calhar EXCETO é claro a maldita visão dos advogados que ainda acham que medicina é um processo contratual comercial , uma mera prestação de serviços - atividade fim e não meio.
Mas já discursei sobre isso aqui no blog - basta procurar nos tags "medicina" ou "small talk"

Grifei as partes mais cabulosas.

Tirem suas próprias conclusões.

A praga das consultas a jato

Atendimentos médicos que não duram mais do que 15 minutos tornam-se frequentes, o que provoca o erro no diagnóstico e na prescrição de remédios. O que você pode fazer se tiver sido vítima dessa prática

Monique Oliveira e Luciani Gomes
A cena é cotidiana nos consultórios médicos: entre o bom-dia e o até logo dados pelo profissional, passam-se apenas 20, 15 e, às vezes, inacreditáveis três minutos. Quando muito, dá tempo apenas para falar dos sintomas mais aparentes, pegar na mão uma lista de exames a ser feitos ou de remédios a ser tomados. Para que servem e quando mesmo devem ser tomados? Difícil lembrar, já que as explicações foram tão rápidas que nem deu para memorizá-las como se deveria. Também é evidente que o médico não teve tempo para avaliar com a precisão necessária o que foi prescrito. Trata-se de uma realidade cada vez mais frequente, tanto no Brasil quanto em outros lugares do mundo. Inclusive em consultórios particulares, essas consultas, que mais se parecem com um drive-thru de lanchonete, são registradas. E isso contribui para as estatísticas judiciais que mostram aumento nos casos de erros médicos.

A banalização das consultas a jato é tão grande que levou a uma distorção. Hoje, ser atendido em 15 minutos é considerado um privilégio. Um estudo da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto, em São Paulo, deixou isso claro. Os pesquisadores acompanharam 480 consultas na rede pública e mediram, de cronômetro na mão, o tempo que cada doente passava no consultório. Logo em seguida, perguntaram o nível de satisfação com a consulta. Quem foi atendido entre 11,4 e 15 minutos considerou o atendimento excelente. Os que ficaram de 7,6 a 11,3 minutos acharam a consulta boa. Já os que permaneceram com o médico de 3,8 a 7,5 minutos consideraram-na regular e apenas os que ficaram de 0,1 a 3,7 minutos – ou seja, nem quatro minutos – acharam que foram mal atendidos.
Apesar dos efeitos nocivos das consultas-relâmpago, não há no Brasil uma regulamentação que determine o tempo mínimo que uma consulta deve ter. Há apenas um consenso entre os bons médicos de que é impossível fazer uma avaliação correta do paciente em menos de 25 minutos. “Não se coloca o tempo de consulta no contrato porque se supõe que o médico agirá com consciência ética”, afirma Rogério Toledo, diretor do setor de Proteção ao Paciente da Associação Médica Brasileira (AMB). Mas como fazer isso na rede pública, por exemplo, na qual cada médico tem pelo menos 16 pacientes marcados para prestar atendimento em uma jornada de quatro horas? Ou seja, dedicar a cada doente escassos 15 minutos? Esse tempo, aliás, é usado como marcador de produtividade na rede pública, de acordo com o Manual de Auditoria de Atenção Básica do Ministério da Saúde. O documento serve para analisar o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde e, segundo uma de suas fórmulas, serviço produtivo é aquele que atende em 15 minutos. Na rede conveniada, o parâmetro é que os profissionais atendam no máximo quatro pacientes por hora – ou seja, os mesmos 15 minutos para cada um.

O problema é que nem sequer a “regra” dos 15 minutos é respeitada. “Na rede pública há médicos que atendem em dois minutos, no corredor mesmo”, relata o médico Fernando Lucchese, diretor da Santa Casa de Porto Alegre. “Já ouvi colegas dizer que eram pressionados a atender em menos de dez minutos”, completa o proctologista aposentado Albino Sorbino, que durante anos trabalhou no Hospital do Servidor Público de São Paulo. A demanda na instituição pública comprometia o atendimento em seu consultório. “Eram, no mínimo, dois casos graves por dia”, lembra. “Não tinha como fazer essa consulta em 15 minutos e eu ficava sempre três horas além do meu horário.”

Pouco a pouco, começam a surgir indicativos dos danos causados pelas consultas rápidas. Um estudo feito pela Universidade de Ghent, na Bélgica, revelou um pouco das diferenças que ocorrem quando uma consulta é rápida demais ou acontece no tempo certo. Os cientistas analisaram 2.801 gravações de consultas realizadas em 183 hospitais da União Europeia e categorizaram as relações estabelecidas durante o encontro com o médico. Nos curtos, o tempo é dividido entre perguntas e instruções. Já nos longos, observou-se mais tempo gasto no levantamento de problemas psicológicos que podem estar relacionados aos sintomas e no fornecimento de orientações gerais ao doente. Este último, é claro, é o modelo mais ideal. “A consulta não é o momento de diagnóstico preciso”, explica o gastroenterologista Rogério Toledo, da AMB. “É o momento de se inteirar dos hábitos do paciente.”

Uma boa consulta envolve também a coleta do histórico do paciente, exame clínico completo, indicação detalhada de exames complementares, se necessários, e orientações terapêuticas baseadas em pelo menos mais de uma hipótese de diagnóstico. “Tarefa difícil para 15 minutos”, diz o infectologista David Uip, diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. 

Há outros prejuízos quando esse roteiro não é cumprido. O tempo mínimo compromete a relação com o paciente e pode levar o médico a somente atenuar os sintomas sem tratar a doença. “O profissional vira um grande fazedor de receitas”, diz Lucchese, de Porto Alegre. O atendimento rápido também compromete a interligação de sintomas com situações, já que o paciente apenas responde a perguntas ou é dirigido pelo médico. “E é só deixando o paciente falar que se podem fazer conexões com uma sintomatologia que inicialmente não estaria relacionada à doença”, diz o cardiologista Múcio Oliveira, diretor de emergência do Instituto do Coração, em São Paulo. “O atendimento rápido vai comprometer o diagnóstico”, diz Rogério Toledo.

Outros riscos são sair da consulta sem entender como tomar o remédio – e tomá-lo errado – ou receber uma prescrição incorreta. No Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde, 50% dos remédios comercializados são prescritos, dispensados ou usados de maneira errada. E, segundo especialistas, 49% dos erros são feitos pelo médico, na hora da prescrição. “O profissional faz um diagnóstico apressado, errôneo, e receita o remédio errado”, diz Fernando Lucchese. “O erro nas prescrições é uma consequência inevitável dessa consulta que não privilegia o olho clínico.” Além disso, a pressa eleva a chance de o paciente se submeter a exames desnecessários, sujeitando-se, por exemplo, a receber doses de radiação emitidas por aparelhos de imagem, sem que fosse preciso.

A falta de coleta de dados e um histórico mal tirado podem levar inclusive à morte. No ano passado, o Tribunal de Justiça de São Paulo indenizou uma família em R$ 30 mil por causa de um atendimento ruim em um hospital privado. Uma criança de 1 mês e 7 dias de vida, com pneumonia grave, voltou para casa apenas com uma prescrição de Novalgina. “Ela morreu de pneumonia porque o médico não coletou os dados suficientes na hora da consulta”, relata o advogado Vinicius de Abreu, representante da ONG Saúde Legal, entidade de defesa de pacientes.

Uma suposta falta de médicos poderia ser usada para justificar a pressa. Mas isso não é real no Brasil. Em outubro deste ano, os conselhos regionais de medicina registravam a existência de 371.788 médicos em atividade no País, um salto de 530% desde 1970, percentual cinco vezes maior que o crescimento da população. As razões apresentadas por entidades médicas para a disseminação da praga da consulta a jato repousam em outras esferas. Elas argumentam que a baixa remuneração dos profissionais é que provoca a necessidade de atender vários pacientes em um mesmo período. Isso fica mais evidente na rede pública, na qual os baixos salários não atraem muita gente. Como resultado, o número de médicos não seria suficiente para atender à demanda. “Não é novidade que faltam médicos nos serviços de urgência em hospitais públicos”, diz Aloísio Tibiriçá, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina.

Na rede conveniada, que hoje já atende 9% da população brasileira, menos médicos se credenciam aos planos de saúde também por causa da baixa remuneração. Há planos que pagam menos de R$ 30 por consulta. A consequência: muitos profissionais atendem mais gente do que deveriam para conseguir um rendimento satisfatório. “O médico precisa manter o consultório, mas com os valores pagos só consegue isso aumentando os pacientes por hora ou cobrando no particular”, afirma Márcia Rosa de Araújo, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro.

Essa realidade vem merecendo reação dos próprios médicos. Recentemente, verificou-se uma onda de paralisações entre os profissionais vinculados a convênios. Em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, os médicos Marco Leite e João Botelho decidiram fazer o contrário. Para mostrar à população como deve ser um atendimento impecável, reforçaram o time de profissionais em uma das Unidades Básicas de Saúde da cidade em um dia de atendimento. “Tivemos um reforço de oito médicos onde antes havia quatro”, diz João Botelho. E os pacientes finalmente foram atendidos corretamente.

É direito do médico pleitear salários mais altos. Mas os governos, os profissionais e as entidades que os representam devem ficar em alerta para não permitir que a baixa remuneração e a ausência de infraestrutura continuem a ser motivos para justificar a proliferação da prática das consultas expressas e suas consequências danosas aos pacientes. As entidades médicas deveriam também – inclusive para proteger os próprios profissionais – exigir das autoridades de saúde melhorias nos sistemas de saúde público e privado.

No âmbito particular, não há muita explicação para o fato de um médico receber o que quiser por uma consulta e atender seu paciente rapidamente. Uma das argumentações dos profissionais é a de que muitos trabalham em hospitais públicos ou conveniados durante o dia e acabam ficando com pouco tempo para atender à noite no consultório. Mas o paciente não tem culpa disso. 

O que também contribui para a armadilha das fast consultas é uma formação médica baseada mais na técnica do que em um atendimento mais humano. Além disso, muitos médicos são oriundos de faculdades de qualidade ruim, de onde saem às vezes sem saber sequer como realizar um exame clínico correto. Atualmente, o Ministério da Educação supervisiona 17 cursos de medicina que obtiveram conceitos 1 e 2, considerados baixos, no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes. Entre elas estão quatro universidades federais.

Como não há, porém, uma determinação legal sobre o tempo mínimo de uma consulta, o paciente só poderá processar o médico quando houver um dano evidente e ficarem caracterizadas negligência, imprudência ou imperícia. “Não é porque a consulta foi rápida que o serviço foi mal prestado”, diz a advogada Joana Cruz, do Instituto de Defesa do Consumidor. No entanto, a curta duração da consulta pode ser um indício de que o médico agiu com negligência. “Nesse caso, o consumidor pode usar a curta duração como contextualização”, afirma o advogado Alexei Marqui, especializado em direito do consumidor.

Para isso é necessário que o paciente produza uma prova de que o tempo di­minuto resultou em negligência. “Ele pode pedir um comprovante da duração da consulta para o médico”, orienta Marqui. Mesmo na ausência de prova, dependendo do caso, o juiz pode determinar a inversão do ônus da prova. Nessas circunstâncias, como o paciente é considerado leigo, a Justiça entende que seria mais fácil o médico produzir uma prova que o defenda do que o paciente oferecer uma prova que acuse o médico.

Mesmo sem um erro evidente, no entanto, vale registrar a queixa nas operadoras de saúde (para usuários de planos) ou no Ministério Público e secretarias de Saúde (pacientes da rede pública). O doente atendido por médico particular pode resolver na hora. A advogada especializada em saúde Rosana Chiavassa orienta só pagar a consulta depois do atendimento. “Dessa forma, se a pessoa considerar que foi mal atendida ou atendida rapidamente, é só levantar e ir embora sem pagar”, diz. Os indivíduos também têm a opção de recorrer à Justiça quando considerarem que a consulta expressa deixou consequências danosas à saúde.

A denúncia aos órgãos competentes pode ser uma boa opção para detonar um movimento em massa por consultas mais extensas. Foi a partir da pressão popular, por exemplo, que a Agência Nacional Suplementar de Saúde decidiu diminuir o tempo de espera para a marcação de consultas e exames por usuários de planos de saúde.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Auditoria em Sáude

Um colega (Dr. Volu) vem conversando comigo e trocamos algumas idéias acerca de auditoria ...

Segue para quem tiver interesse o site dele. O mesmo tem um curso, em São José dos Campos.

http://www.volu.com.br/
ou
http://www.cursosexito.com.br/

Sempre penso que todos os médicos (independente de atuarem ou não no mercado) deveriam fazer um curso de auditoria ou similar em administração em saúde. Vejo tantos problemas que seriam mais facilmente resolvidos se os colegas tivessem o conhecimento administrativo.

[ ]s 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Médico

Comentário de Sueli Maistro Silva
Simplesmente .... Bem, leiam e maravilhem-se

"Como a medicina é a arte da saúde, a direção do navio é a arte da navegação,a educação dos filhos é a arte dos pais, a prudência é a arte do viver.
Queres ser médico, meu filho? Essa aspiração é digna de uma alma generosa, de um espírito ávido pela ciência. Mas, pensastes no que se transformará tua vida? [...]Pensa bem enquanto há tempo. Mas se, indiferente à fortuna, aos prazeres, à ingratidão; e sabendo que te verás, muitas vezes, só entre feras humanas, ainda tens a alma estóica o bastante para encontrar satisfação no dever cumprido, se te julgas suficientemente recompensado com a felicidade de uma mãe que acaba de dar a luz, com um rosto que sorri porque a dor passou, com a paz de um moribundo que acompanhastes até o final; se anseias conhecer o Homem e penetrar na trágica grandeza de seu destino, então, torna-te médico meu filho."

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Profissão perigo = médico.

Esses dias estava a escutar desabafos de colegas médicos. Naturalmente o ser humano é reclamão por natureza... se ele está F, ele quer ser E, se ele está B ele quer estar A. Graças a Deus!!!, pois sabemos que isso é que move a genialidade humana para frente. Se não fosse por nossa comedida ambição, estaríamos acomodados com a invenção da roda ainda...

Mas voltando a labuta dos médicos, notei a angustia de vivermos uma medicina burocratizada e mercantilizada. O ato médico não mais se resume em diagnosticar e tratar. Devido a perda da característica sacerdotal da medicina, o que temos hoje como ato médico??

a) primeiro tem que formar-se médico e ganhar o diploma de bacharel em medicina (para isso basta prestar um vestibular e ficar 6 anos com uma carga horária semanal de no mínimo 68 horas). Diferente de outros cursos, a medicina só tem férias 20 dias de julho e o mês de dezembro  (somente durante os 2 ou 3 primeiros anos - os outros anos não tem mais férias)
b) tem que fazer residência pois se você não for especialista em alguma coisa você é SÓ mais um médico - como se fosse pouca coisa (residência médica exige mais 3 a 5 anos de curso intensivo de dedicação exclusiva com carga horária que pode chegar 124 horas por semana.
c) tem que registrar suas especialidades no CRM (mas só pode anunciar 2, mesmo que vc tenha 3 ou 4 especialidades - porque isso pode "confundir o paciente")
d) tem que abrir espaço para ingressar no mercado de trabalho. Neste caso dar plantões, abrir consultório e credenciar com convênios.
e) o plantão é fácil, afinal vc que acabou de sair da residência vai para uma área médica de alto risco que permite pouca margem de erro.
f) consultório é fácil também, afinal de contas por R$ 3.500,00  mensais vc abre um consultório com funcionários, telefone, limpeza, licença da VISA, licença da prefeitura com todos seus impostos, internet, balinha, computador e equipamentos médicos.
g) credenciamento com convênios é super simples, tem que ser aceito, e assinar um contrato com termos jurídicos que EU demorei 10 anos para entender (e aceitar receber entre 28 a 40 reais por consulta incluindo o retorno).
h) se for entrar em cooperativa prepare-se, deve-se investir em torno de R$ 70.000 a 150.000,00 reais para ingressar, dependendo da cooperativa.

AGORA SIM - você pode começar a fazer medicina.... 

a) agende as consultas....
b) se faltar - azar seu.
c) faça a consulta
d) formule a(s) hipóteses diagnóstica(s) - e procure no CID10 (que tem mais de 1200 páginas) quais os códigos para a sua idéia.
e) documente em prontuário (seja papel ou informatizado) e guarde a informação por 5 a 20 anos (afinal nem a justiça decidiu qual o período de guarda desses documentos).
f) peça os exames (procure os códigos dos exames na tabela AMB90 ou 92 ou 96, CEIFAS, THM GEAP ou CBHPM nas suas 5 edições) e coloque naquele formulário de 56  73 campos para preencher (que claro vc pede para secretária preencher para vc).
g) no retorno do paciente (não remunerado) vc checa os exames, avalia se sua hipótese está correta e inicia o tratamento (escreva isso tudo no prontuário e guarde)
h) faça a receita (se for antibiótico em 2 vias, se for narcótico em amarela, se for opióide em branca controlada, se for psicotrópico em azul B1 e se for sibutramina em B2).
i) faça o atestado (ou OS ATESTADOS, afinal não pode tirar xerox) e avie os mesmos
j) depois de 2 dias faça o(s) atestado(s) de novo porque a "firma" não aceitou o outro (mas também não explica porque não aceitou - vc que adivinhe e faça um com o mesmo teor mas com palavras diferentes)... Ces pensam que não? Tive que mudar um de "15 dias a partir do dia 01.09" para "do dia 01.09 até 15.09"ou algo assim.
h) caso necessário retorne o paciente para averiguar se o seu tratamento deu certo

Internação então...é uma daquelas...

a) peça a internação no convênio para cirurgia xxxx PARA DATA YY/YY/YY (porque eles exigem que deixem data marcada)
b) peça a autorização para usar o material cirurgico zzzzz
c) Combine com o paciente, combine com o hospital, combine com anestesista, combine com mais 1 ou 2 médicos para lhe auxiliarem, combine com a sua instrumentadora e reserve o horário
d) 1 dia antes da cirurgia, o convênio pede um relatório médico.
e) desmarque a cirurgia, remarque para outro dia e avise todo mundo que a festa foi adiada.
f) faça o relatório e mande por email
g) convênio pede que o relatório seja impresso, carimbado, assinado e enviado por fax
h) imprima, assine, carimbe e mande por fax
i) convênio autorizou a cirurgia mas não o material
j) entre com recurso e justifique porque precisa daquele material naquela cirurgia
k) convênio pede que o relatório seja enviado por fax assinado e carimbado
l) vc faz o que mandam
m) convênio nega devido "código 28"
n) vc vai no manual do credenciado e checa o que é código 28
o) vc manda outro relátorio justificando e dizendo que a negativa não se enquadra no código 28.
p) convênio autoriza
q) vc faz a cirurgia no dia combinado com todos
r) até o paciente ir de alta, vc preenche o relatório de prorrogação de internação
s) paciente vai de alta e vc atende no consultório (mas como é retorno de cirurgia não cobra)
t) depois de 40 dias o hospital chama vc porque o convênio quer um relatório do porque vc usou o material zzzzz 
u) vc vai no hospital e faz o relatório (nesse momento vc já tá esperto e carimba, assina e manda por fax)
v) depois de 30 dias outro relatório (você já nem sabe o que escrever no relatório - apenas imprime de novo o anterior e manda assim mesmo).
x) após 60 dias vc recebe seu pagamento.

PS -durante a internação vc tem q escrever no prontuário médico os seguintes formulários: a) anamnese b) evolução clinica c)ficha operatória d) resumo de alta  e) receitas  f) atestados  g) justificativas   h) prescrições 


E tudo isso porque  A LEI EXIGE ou PERMITE.

Por outro lado, como sou auditor queria passar uma parte do outro lado.

a) médico xx pediu exame yyy que o paciente zz fez 20 dias antes.
b) vc, como auditor quer entender porque estaria repetindo o exame em tão pouco tempo...
c) a LEI não permite que eu exija antecipadamente nenhum tipo de informação no formulário
d) então solicito uma justificativa.
e) o médico já cansado daquilo tudo que escrevi lá em cima e ainda por cima estressado (e com razão) pois está sob risco de processos éticos e indenizatórios a toda hora, me manda a seguinte resposta: "porque precisa"
f) ligo para o colega e ai sim ele explica que o paciente está sob uso de tal medicação e tudo o mais mas NÃO SABIA que o paciente já tinha esse exame realizado e pediu de novo.

Ou então quando não entendo a letra do pedido do exame. Ai peço esclarecimento e o médico risca com o marca-texto O MESMO PEDIDO que eu não entendi a letra.... hahahahaha

Mas todo pedido tem que ser por escrito por que a LEI BRASILEIRA (QUE É DERIVADA DA GERMANO-ROMANA) EXIGE. As vezes quebramos o galho e por telefone tentamos resolver o problema para o paciente não ser prejudicado.... mas dureza fazer isso tudo tendo mais de 90 auditorias para fazer no dia.

Bem... então a medicina não é mais atender e receitar... temos um emaranhado burocrático e caro (pois tempo é dinheiro meu filho). O médico tem que ser empresário também se quiser sobreviver adequadamente.... mas felizmente a maioria dos médicos não são empresários...

Felizmente porque se fossem, não iriam atender/operar mais NENHUM SUS, nem esses convênios que pagam 28,00 reais por consulta e as vezes isso por uma cirurgia. Se fossem empresários, não iriam nem se credenciar em convênios e operadoras de saúde. Se fossem empresários iriam mandar os plantões hospitalares as favas e as urgências e emergências para que outro resolva. Se fossem empresários iriam ver o custo beneficio de um atendimento e se o paciente fosse complicado ou arriscado demais simplesmente dispensariam para que procurasse outro..(que não encontraria pois quem entra num negócio arriscado ou complicado ganhando a mesma miséria?)

Mas médicos ainda são sonhadores e idealistas que acreditam que o paciente é paciente e não cliente como (alguns) advogados gostam de pensar. Paciente é aquele que necessita da sua ajuda, que vc ajuda no que pode e as vezes não pode (deixando familia de lado muitas vezes). Paciente agradece "obrigado"que vale mais do que o dinheiro (mas que não põe comida na mesa) e paciente é aquele que padece e falece pois nenhum médico é divino ou perfeito e porisso sofremos por semanas, choramos sozinhos escondidos de nossas filhas mesmo após anos e anos da perda. (minha atual esposa, quando namorávamos me viu chorar por um paciente... que coisa neh?)

Então só acho que o paciente (ou cliente) deveria escolher no começo - se quer ser paciente ou cliente. Se quiser ser paciente vai ganhar nosso amor e compromisso que vem com o "ser médico".

Se quer ser cliente vai ganhar um contrato de prestação de serviços que nem sempre corresponde ao que se espera de um sacerdote.

Só acho que é complicado querer ser os dois... nunca consigo tratar um paciente igual aos outros depois que ele me ameaça com policia/processo ou de me agredir...(ÓBVIO NÉ?). Faço o trabalho técnicamente bem... mas perde-se amor...

Aos colegas que se angustiam.... a angústia está de todos os lados dessa profissão que é bela e cruel, antes de cruel é BELA - muito bela...
Aos que são competentes e compromissados - não se entristeçam, apenas tirem o véu da decepção dos olhos e tentem enxergar seu trabalho bem feito no olhar agradecido daqueles que ainda o reconhecem como MÉDICO mesmo (ou mesmo dos seus colegas de profissão que enviam aquele reconhecimento  e agradecimento mudo e imperfeito)
Aos que se julgam menores.... Eu NÃO acredito que alguém que fez MEDICINA (seja em qual escola) seja menor... Ninguém que fez medicina é preguiçoso ou pouco inteligente, muito pelo contrário. Não se sobrevive a uma escola médica sendo mediocre. Então NÃO ACREDITEM quando tentarem lhe diminuir.... todos os médicos já tiveram um diagnóstico difícil.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Sobre o peixe panga...

Recebi alguns emails perguntando sobre o peixe panga ou "gato' importado devido ao email que circula desde outubro sobre ele ser perigoso...

PELA MOR NÉ GENTE!!!!! Tá certo que nossos ministérios estão caindo, mas os políticos tem interesse particular em que o povo não fique tãaaaoo ruim assim...inda mais que ano que vem tem eleição!!
hahaha

bem

vejam aqui

é um site sobre essas bobagens de internet.

De qualquer forma, consumo este peixe há tempos e nunca houve nada
Nunca ouvi falar de algum problema relacionado a ele
Dei uma procurada e não há relatos de problemas de saúde relacionados na VISA.


Só para dar trabalho mesmo....




terça-feira, 25 de outubro de 2011

Paralisação dos médicos

Hoje conversei com um representante do sindicato dos médicos que me confidenciou que apesar de pequenas reuniões entre alguns médicos do SUS-Piracicaba, não houve adesão para o movimento de dimensões nacionais.

Acho interessante a apatia sobre o assunto "mobilização social" ou similares quando vejo taaantos reclamando de forma soberba nos corredores dos hospitais ou em mesas de restaurantes sobre a "ofensiva" remuneração do SUS, os "absurdos" valores pagos pelos convênios, a "criminosa" condição de trabalho do médico e a "vitimização"de seus clientes (que eu ainda chamo de pacientes).

Alguns em verdade se manifestaram contra a paralisação pois acreditam que o paciente do sistema público não tem nada haver com isso, sendo mais uma vítima do governo.

Hoje ouvi na CBN Arnaldo Jabor dizendo que estamos ficando acostumados com a corrupção e injustiça que nem nos importamos mais, já é lugar comum no cotidiano brasileiro. Comenta ainda que o ano passado houve desvio de 85 bilhões de reais dos cofres públicos e que mesmo com as denúncias feitas pela impressa nada acontece.

Mas não é sempre que "nada" acontece, afinal de contas o rodízio de especialidades suspendendo atendimento médico nos convênios gerou uma grande convulsão a ponto de vários apresentarem propostas de incremento no pagamento médico (apesar de estarem longe do ideal).

Mas em Piracicaba não vi viva alma (ou morto corpo) mover uma palha em prol dessas mobilizações. Não vi o SINDIMED soltar 1 panfletinho, não vi a APM (que é também AMB) fazer 1 alerta sequer, e o CRM então... inexpressivo como sempre.

Eu mesmo enviei emails para o sindimed e apm para peguntar sobre o movimento, quem estava articulando ou encabeçando as atividades em Piracicaba, pois paralisar não é ir para casa dormir e sim usar o tempo da paralisação para esclarecer a população nas ruas, ir em assembléias, envolver a comunidade na grande catástrofe que a medicina está se tornando no Brasil.

Mas nada me foi retornado....

Este ano me filei ao SINDIMED pensando que talvez fosse um representante melhor que nossa regional da APM (que estou em vias de me excluir) pois pouco me importa se tenho 5% de desconto na papelaria ou se vou ganhar 1 brinde no varejão..... Pouco me importa se o clube de campo (que nunca vou usar mesmo) vai ter mais 1 quadra de tênis. O que almejo mesmo são que aqueles que se propuseram a nos representar o façam .... aqueles que se propuseram a serem líderes que liderem ...

Acho que a situação dos colegas que trabalham pelo sistema público deve estar muito bom em Piracicaba.... assim como dos convênios pois, apesar de eu ter respeitado o cronograma de paralisação no dia 21 de setembro... não parece ter tido muita aceitação..

Nós médicos somos mesmo um bando de lobo solitários... somos egoístas, egocêntricos (achando que sempre temos razão - mesmo que a ciência diga que não), capitalistas e desunidos.

Já cansei de falar para aqueles que trabalham pelo SUS ou mesmo em alguns convênios e reclamam - Larguem! Parem de atender/operar/consultar ... se está ruim caia fora. Atenda outros pacientes, de outra forma, vá para novas searas.

Mas existe no fundo um certo comodismo e aceitação circunstancial que amortece a iniciativa e mantem as coisas como estão. E acho até inteligente da parte de vários pois quem reclama está sujeito a ter uma solução (que nem sempre vem ao seu gosto).

Aproveitem e votem na pesquisa ao lado sobre salário médico.





domingo, 23 de outubro de 2011

Superlotação e atendimento

Essa notícia e algumas reflexões sobre capacidade numérica e logística de atendimento

Primeiro. O Sistema de regulação de vagas hospitalares - sob controle municipal em Piracicaba, avalia a urgência dos casos e encaminha para os hospitais. Os hospitais nada tem a ver com o aceite do caso ou não, mas se alguém cair de moto na frente do hospital É CLARO QUE O POVO VAI ATENDER NEH?

Segundo: Há um absurdo chamado "vaga zero" que é:   o paciente é grave e precisa de atendimento mais aprimorado? ok - enfie goela abaixo de um dos hospitais da rede credenciada (HFC ou Santa Casa) e eles que se virem.... Mas e se for um aneurisma de aorta roto - e o cirurgião vascular daquele hospital já está em outra cirurgia...?  As vezes chega o absurdo de 3 casos simultâneos de ferimento abdominal quando a equipe cirúrgica já está com outros 2 casos em sala. Mais legal ainda, quando houve espaço de tempo para descer e avaliar (cerca de 15 min após entrada dos pacientes no hospital) os resgatistas já tinham ido embora. Tivemos que chamar de volta para levar pelo menos 2 pacientes para outro hospital. (isso aconteceu um 2,5 anos atrás)

Terceiro: O HFC NÁO FAZ PARTE DA REDE CREDENCIADA DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA como a Santa Casa faz. A Santa Casa recebe de 30 a 50% a mais de recursos devido a este credenciamento, mas mesmo assim continuam alocando pacientes deste perfil no HFC.

Quarto: A dificuldade de gerir recursos humanos na rede assistencial da cidade está óbvia e notável devido aos parcos salários oferecidos pelo governo e o mal dimensionamento de sistemas de reserva. Ai o médico é contratado para atuar no Pronto Socorro. ok

 Lá chegando precisa atender 60 pacientes em 6 horas, ou seja 1 paciente a cada 7 minutos (isso inclui, chamar o paciente, avaliar sua necessidade, checar medicações que faz uso, suas alergias, histórico médico, examina-lo, pedir exames, ver o resultado, prescrever as medicações, orientar a enfermagem e se for o caso preencher os formulários burocráticos e eventualmente realizar as devidas ligações telefônicas). É.... pois é - ao médico não cabe apenas o ato de 'atender' o paciente, ele precisa registrar e emitir ordens POR ESCRITO (é o que diz a lei). 

Agora se chegar um acidentado grave (que é comum nos dias de hoje) 1 atendimento leva as vezes  1hora a 1:30hs. Xiiiii ferrou! Como fazer com os outros 59 pacientes lá fora esperando, que estão gritando e ameaçando quebrar tudo e a todos? Que fazer com o jornal e a tv que lá apareceram a pedido da população? Que faço com a polícia que apareceu para fazer BO e o médico "recusou dar explicações" - afinal deixe lá o paciente moribundo com multiplas fraturas e ferimentos, e vá aplacar a ira dos "consumidores".
Abaixo a tabela de salários dos plantonistas....


Sob risco de ser processado devido a dificuldade da população entender a situação no local.... vc acha que ele larga ou não o trabalho? E se ele não larga - sabe qual a tendência? Para dar conta dos desejos da população ele encaminha os casos para os hospitais... assim ele consegue gerenciar o escasso tempo disponível para melhor atender alguns casos.
Porém os hospitais tem limite de vagas... 

Quantas vezes já vi pacientes chegarem no hospital, serem internados a pedido do médico do pronto socorro e irem de alta 6 horas depois.... porque não era nada demais? E não estou pondo a culpa no médico do PS não.... mas estou tentando explicar como o complexo sistema de saúde precisa ser melhor gerenciado. Alguns poderiam dizer ... ah, mas se não era nada porque ficou no hospital? Porque o médico eventualmente escreve uma hipótese diagnóstica "abdome agudo' que mesmo que o paciente esteja bem, precisa de investigação, que leva tempo. Ai ele ficou ocupando uma vaga que as vezes seria necessário para um infartado ou outro mais grave.

Nada é tão simples assim... e pasmem ... o sistema publico de saúde de Piracicaba é um dos melhores do  Estado de São Paulo se não for um dos melhores do Brasil hoje em dia....  

chega pq senão fica chato.

sábado, 22 de outubro de 2011

Bandidos não só no planalto

Então para aqueles que acham que os médicos do INSS são cruéis, indiferentes e até criminosos... AS VEZES SÃO MESMO, mas junto com os outros bandidos....

http://primeiraedicao.com.br/noticia/2011/06/14/operacao-cidf-policia-revela-detalhes-do-esquema-que-desviou-verbas-do-inss


http://tudonahora.uol.com.br/noticia/maceio/2011/06/14/144415/fraude-no-inss-incluia-padaria-com-119-funcionarios-afastados-por-transtornos-mentais


http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a3533264.xml

para aqueles que não querem ler tudo, eu resumo com um dos casos:

1 padaria fantasma tinha 119 funcionários afastados e recebendo beneficios pelo INSS com atestado do mesmo médico de depressão. Além dos outros absurdos.

Claro que temos todos os tipos de profissionais sejam no INSS, nos pronto-socorros, nos supermercados, postos de gasolina ..etc et.c et.c CONHEÇO VÁRIOS PERITOS (SEJAM DO INSS, DA VARA CÍVEL OU PENAL OU MESMO DA MEDICINA LEGAL) EXTREMAMENTE COMPETENTES e principalmente COMPROMETIDOS com o que é certo e justo.

Mas quando vc trabalha com medicina administrativa começa a ver tanta tentativa de fraudes.. ai vc manda o cidadão para PF, vai prestar depoimento, etc. etc.. e nada acontece.
Aquele que finge estar doente, vc flagra ele saindo de moto e muleta na garupa, chama PF e nada - nem devolver o dinheiro o meliante precisa!!!!.

Somente peixes grandes como essas manchetes interessam pelo jeito....


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Isso anima?

Ae gente.. Essa noticia interessa aos medicos...

http://t.co/XyPNm15u


O assunto é esse mesmo, aprovado na CCJ o valor do piso salarial de 15.000 reais para médicos de carreira


http://saudeweb.com.br/25362/aprovada-pec-que-cria-cargos-publicos-para-medicos-no-valor-de-r15-mil/?utm_campaign=twitter&utm_medium=twitter&utm_source=twitter

Esse link funciona...desculpa ai

Médica e cachorro

Olhem a reportagem....
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5422160-EI8139,00-SP+medica+e+demitida+acusada+de+entrar+com+cachorro+em+UTI.html

Com demissão sumária????

Hahahah

Bem, nas enfermarias de vários hospitais, para humanizar o atendimento em saúde e melhorar o estado psicológico dos pacientes internados temos vários programas...

Entre eles a presença de animais (CACHORROS) nos quartos de enfermarias para que os pacientes em contato com os animais tenham uma recuperação melhor, já que a ciência diz que pacientes mais felizes recuperam-se mais rapidamente....

Não só cães... mas palhaços, visitas de religiosos, voluntários, etc.etc...com todas as suas bactérias, vírus em incubação, salivas, cacas de nariz, cotoco do ouvido, caspas, parasitas não percebidos, etc.etc.etc. hahahaha

Tudo bem que ela não levou o cachorro para animar o povo... mas... é no mínimo contraditório.

A mesma coisa dos jalecos 

Enfim....

Resposta a comemtario

Postaram anonimamente..

"hipocrisia. Fala isso e mutila os médicos do hospital. Pede pra dar baixa no seu crm "

Isso pq sou auditor hospitalar, e sejamos francos, ninguem gosta de fiscalização... de ter gente sobre nossos ombros vendo se estamos ou não fazendo corretamente.. Principalmente aqueles que NÃO ESTÃO fazendo direito.

Só que a maioria só reclama quando glosamos. Porém quando recebe a mais irregularmente fica beeemm quietinho e finge que não percebeu... E quando o auditor muda o codigo para ele receber mais de forma justa nem fala "obrigado". Quando preencho anmnese ou completo prescrições, pedidos de TISS, pq ele esqueceu..só 1 medico ate hoje em todos esses anos me agradeceu...

Mas o anônimo pode ficar tranquilo. Se acredita estar sendo prejudicado tem um negocio chamado "recurso" que é contestar a decisao administrativa, e se achar que este auditor o persegue, entrar com denuncia contra mim no CRM.


Vou facilitar:
ssi@cremesp.org.br
email para denunciar - mas ai precisa se identificar.... não pode ser anonimamente.



Cuidado com telhado de vidro heheh