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sábado, 24 de novembro de 2012

Atividade Física - 23 outubro a 24 de novembro

Queria relatar uma experiência muito interessante sobre atividade física.
Apesar de nós médicos sempre prescrevermos dietas mais saudáveis e atividade física sou obrigado a confessar que estava fazendo de forma amadorística e sem nenhum tipo de regularidade ou orientação.

Ai apareceu um concurso e tive de treinar de última hora.

No dia 23.10.2012 fui no ginásio do condominio pois estava chovendo e lá se encontravam os preparadores físicos (Lucas) em um dia e no outro Junior. Devido horário acabei pegando as orientações do Lucas que tem uma empolgação contagiante e ajuda muito a alcançarmos as metas. Mesmo que hajam mais de 4 pessoas o cara tá sempre de olho no seu desempenho e corrigindo se vc estiver fazendo uma manobra errada.

Comecei em 23.10.2012 com 78,7 kg, fazendo 2 km em 14 minutos MORRENDO e com absoluta falta de força. Fazia flexões em séries de 20, 11 e 7 repetições com 2 minutos de intervalo sendo 45  segundos para fazer a primeira série, entre outras catástrofes.

Hoje 24.11.2012 - após 20 dias de treino (ou 1 mês de tempo) com dias que ou corri na rua - corridas de 3-5 km ou academia sob orientação do Lucas, estou com:

73,1 kg, fazendo 2km em 10:50 min sem morrer (ou 5km em 34 minutos - aki dureza é a subida da avenida,,) e fazendo flexões em séries de 18x18x18 com 1 minuto de intervalo executando a primeira série em 20 segundos, entre outras melhorias.

Naturalmente estou de olho na dieta, mas não reduzi absurdamente o volume alimentar e não tenho passado fome. Tenho ido a restaurantes e não larguei dos rodízios de carne nem de comida japonesa.

Claro que na última semana só perdi 1 kg, afinal comecei os primeiros 10 dias com treinos diários de 1 hora a 1,5 horas. Agora tem sido mais intervalado com 2 a 4 dias de atividade física (2 na academia e 2 na rua).


Então o lance é o seguinte:

a) dá uma puta preguiça em alguns dias ... mas tem que ir - depois que vai é moleza.
b) correr ainda me assusta quando aumentamos as metas, dá aquela sensação de "não vou conseguir" mas tem que acreditar que vai e tentar.
c) dieta eu já fiz várias (atkins, pontos, fracionada, etc) - nunca perdi tanto peso tão rápido quanto agora. Dieta é ineficaz e ineficiente sem ajuda de uns halteres.
d) o humor e sono melhoram fenomenalmente - apesar de estar passando uma fase profissional mais complicada.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Porque sumi????



Bem meus caros... porque sumi?

Bem.. como dizer.


Em dezembro de 2011 fiz inscrição para o cargo de médico legista do Estado.

Depois de 3 (4/3/2012) meses foi a primeira fase... ok passei

Depois um longo período de silêncio, 12 dias antes eles avisam da 2a fase num 25/4/2012 (QUARTA FEIRA AS 18 HORAS lá na cidade universitária em Sampa!!!)
PQP suspende isso, transfere aquilo, planeja viagem e vamos nóis --- passei também.

Quase 1 mês para por as coisas em ordem.

Nesse meio tempo, projeto de casa nova, várias modificações do esquema de trabalho do grupo cirúrgico que faço parte, novas oportunidades de carreira, continuo sendo concursado na prefeitura como médico auditor ... e pá de lá e pá de cá, mudança de endereço da clínica e 


Batata: no dia da festa de aniversário da minha filha de 7 anos  (agosto de 2012) - prova psicológica - em Sampa também, avisado 2 semanas antes  - não deu tempo de mudar nada da festa - os convites já tinham sido entregues, buffet contratado.... não teve jeito no dia 26 de agosto passei a manhã e a tarde toda em São Paulo vendo se sou psicológicamente apto.

O resultado saiu em 20 de setembro senão me engano e consegui passar também (prova fdp, caiu raciocínio lógico, sequências etc... não foi só psicologia não).

Pois bem. comecei de leve a treinar... devido intersticio e eleições e tudo o mais, imaginei que a prova física ia ser mais inicio de dezembro,  afinal 

inscrição ---- 3 meses---- prova1----2 meses --- prova 2 ----- 3 meses --- psicologico--- resultado em 26  de setembro -- ai surpresa!!!! no dia 17.10.2012 sai a convocação para prova fisica que será nos dias 30,31/10 e 1/11. (2 semanas para preparar).

Ou seja se vc num tá treinando... meu amigo....

Agora to indo todo o dia ver um personal trainer para atingir os índices exigidos pelo concurso. Se vc não fizer 2 barras completas, 20 flexões (em 1 minuto) , 20 abdominais (em 1 minuto) e correr 2 km em 12 minutos (10km/hora) vc é eliminado do concurso.

Agora  - nem deu tempo de cancelar algumas atividades para dedicar nisso e nem dá tempo. Tava treinando de leve - 2 xx semana correndo e melhorando o ritmo ..mas foi muito de repente...


Ontem e hoje atingi os índices mas quase morrendo ... com FC chegando a 175 bpm...

E quando digo quase morrendo... é verdade. É uma sensação de agonia pura correr os últimos 500 metros do teste. Literalmente agônico, uma dispnéia(falta de ar) violenta, as pernas cada vez mais pesadas, os ombros começam a encolher devido fadiga da musculatura respiratória... até pensar dói.. .vc fica imaginando - "porque eu não posso parar? Eu preciso parar" ... vc puxa o ar e puxa e parece que o oxigênio da sala acabou.... e ainda faltam 30 segundos que se recusam a passar.. somente 200 metros e aquilo não acaba, não acaba.. o tempo se arrasta, seu cérebro enviando mensagens contraditórias "pare seu maluco... tá tudo pifando aqui!!! pare!! pare!!" e vc tem que continuar para fazer o tempo....
E depois que vc chega não pode parar ...seu coração a 175 bpm vc precisa continuar andando para bombear o sangue através da contração muscular de volta ao coração senão vc desmaia, andar mais 3 minutos a 5km/hora parece injusto.. "putz..já fiz o tempo - deixa eu deitar e morrer por uns 10 minutos, pela mor" implora seu corpo.... Parece que seu corpo e mente estão contra você porque o que vc está fazendo vai contra todos os instintos e mecanismos de sobrevivência.... 

A força de vontade envolvida nisso é algo que não sei comentar... 

Enfim... é como eu me senti ontem e hoje exigindo do meu organismo tudo que ele pode dar...

Meus conceitos de LIMITE mudaram completamente nesta última semana.

Ah..meus agradecimentos ao personal Lucas e Cleber que vem me ajudando nestas semanas. O Lucas tem me acompanhado nesses derradeiros 12 dias me levando a situações que achei que nunca ia chegar.
Valeu Cleber pelos toques iniciais, mas eu tava precisando de um cara do meu lado ali para forçar meus limites.

Agora só falta Deus dar aquela empurradinha! risos.

















terça-feira, 2 de outubro de 2012

Doação de orgãos

Vejam só

Recebi de um amigo policial....

Eu é que devia saber disso antes.

Acho que o vídeo fala por si só.


Pense nisso.
Doe orgãos

(e para quem tiver um tempinho a mais - doe sangue também)


Posto Piracicaba- Hemonúcleo - Ver Mapa

Endereço: Av. Independência, 953.
Alto (na Santa Casa) - Piracicaba - SP
Telefone: (19) 3422-2019
Dias: Segunda a Sexta-Feira
Horário: 07h30 - 13h30

domingo, 16 de setembro de 2012

Telefonia - 700% de diferença????

GVT e em busca do equilibrio


Bem bem

Na busca do equilibrio universal (ou seja gastar menos com serviços e etc.), notei que o uso de planos telefônicos GVT podem lhe dar um susto tão grande que quase cai da cadeira em setembro.

Enfim..

Depois de muito fazer matemáticas e testar o serviço do skype... aqui vamos


Meu plano GVT hoje:

- 15 MB internet
- TV pacote ultra (pq tem AXN e os canais infantis)
-  telefonia: local 100 minutos (é o mais barato que tem)

Testei skype onde uma ligação de quase 5 minutos saiu R$ 0,54 (interurbano para SP) ... 
Na GVT uma ligação de 2min18sec saiu por 1,93 (mesma ligação)

ou seja: GVT = R$ 0.84 por minuto
slype = 0,108 / minuto.
Diferença de 776%..... 

ligação para Ribeirão Preto
29,5 minutos = R$ 18.64 pela GVT
ou
0,6318 por minuto!!!!!!

Vantagem do skype... ce liga de onde quiser, do iphone, do computador de casa, do computador da cunhada .. para qualquer lugar o Brasil pelas mesmas taxas. Se vc assinar mensalidade por 33,99 reais por mës ce liga para onde quiser no BRASIL a vontade (telefone FIXO - ainda não tem modalidade celular no Brasil).

Na gvt eu tenho que ligar do meu telefone em casa.


E estou assinando netflix por 15,00 reais mensais - as crianças adoram, simplesmente. Mas ultimamente a mais velha tem visto Ytube com os programas favoritos dela .. on demand. Já ta deixando o netflix meio para trás.... 


Nós somos é um bando de panacas mesmo ..

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Direitos (alphaville e Liceu)

Alphaville Piracicaba.


Bem amigos da rede Blogger, estamos mais um dia trazendo para vocês novidades acerca do cenário internacional econômico.











Enfim vamos lá ... para construir uma casa, você precisa de dinheiro. Então vc vai no banco pedir uma grana. Ai dizem que vc precisa quitar o terreno para passar pro seu nome para então pedir o financiamento.

Ai como venho fazendo a cada 3 meses, pedi pro Interservice, Cibrasec ou seja lá qual for o nome da administradora de crédito, a relação das parcelas, o desconto de antecipação e o saldo devedor.

Um parentes aqui, pois eu fechei contrato com o Alphaville empreendimentos quanto da aquisição do terreno e era uma maravilha o atendimento. Conseguia checar on-line no site do alphaville a situação financeira, simular antecipações e tudo o mais.

No inicio do ano recebi uma cartinha do alphaville toda educada dizendo que estava passando a administração da financeira para esta Cibrasec ou Interservice  (eu ainda não sei dizer exatamente qual o nome da empresa)...

Enfim, nessa brincadeira perdi o acesso a informações financeiras on-line, e me deparei com uma situação interessante.

Vou alocar valores imaginários...mas vejam o susto.

Janeiro de 2012 - se fosse quitar o terreno teria de pagar 134 reais.
Maio de 2012 - se fosse quitar o terreno teria de pagar 124 reais
Setembro de 2012 - se for quitar o terreno terei de pagar 135 reais.

Isso porque estou pagando todos os meses 3,60 reais reajustaveis mensalmente pelo IGP-M

Uéeeeee????? vou ter que pagar mais do que 6 meses atras????

Ai pedi que me enviassem uma planilha com o valor de cada parcela que estou devendo numa planilha de amortização até a última parcela e o valor do desconto, enfim um relatório de posição financeira da divida que tenho com o Alphaville Cibrasec ou Interservice ou Piracicaba Empreendimentos Imobiliários (eu nem sei mais com quem estou lidando), pois um dos telefones fica em Porto Alegre (??/ WTF??)

Ai me mandaram a foto acima..."reposiconamento do governo brasileiro em relação a taxa de juros bla bla bla bla prática.... bla bla a partir de 11.9.2012" Nooooossa...coincidência foi justo quando eu pedi a simulação eles mudaram o processo de liquidação antecipada?

Enfim, só um desabafo aqui... mas vou dizer. Estou PUTO DA VIDA com o Alphaville porque vc compra algo de uma empresa super conhecida, com um baita nome e talz. Ai passam você para se relacionar com uma empresa que eu nunca ouvi falar tirando todo o processo de transparência....(pelo menos eu estou me sentido assim).

Bem hoje (14.9.2012) pedi novamente uma planilha e relatório bonitinho para o leigo aqui conseguir entender onde fui amarrar meu burro... mas a todos os amigos que estão desatentos ... bem fica aqui o alerta... fiquem de olho.

SEUS DIREITOS NÚMERO 2

Como sabem, minhas filhas estudam no Liceu, e antes de mais nada estou gostando da escola em vários aspectos. Tenho cá minhas reclamações... mas não dá para esperar perfeição... até agora.

A mensalidade e matrícula sofreram um reajuste de mais de 25% pelo que pude entender (preciso fazer essas contas direito...)

OOOOO QUEEEEE???????

E mandaram uma cartinha HOJE (14.9.2012) dizendo para gente decidir se matricula ou não as filhas pro ano que vem mediante o pagamento de 1 mensalidade já reajustada até dia 30.9.2012?!!!!

Ok ...
Então pros menos avisados vai um link interessante.

http://www.idec.org.br/consultas/dicas-e-direitos/fique-de-olho-no-reajuste-da-mensalidade-escolar

sumarizando- se a escola vai promover um aumento, precisa apresentar uma planilha de custos e justificar o aumento e quando anunciar a matricula precisa dar 45 dias para gente decidir e não 16 dias...


E vamos nós reclamar na escola.

Poxa vida viu só paulada de todo lado!!!

Aguardem update





segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Erro médico....




Segue link do artigo da Dra. GIOVANNA TRAD CAVALCANTI Advogada militante na Área do Direito Médico-Hospitalar e da Saúde, Pós- graduada em Direito Processual Civil pela Unissul, Pós- graduanda em Direito Médico pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (UNIAASELVI).


http://www.fatonotorio.com.br/artigos/ver/174/erro-medico-ou-fatalidade-sabendo-diferenciar-a-origem-do-dano-ocorrido-durante-o-processo-terapeutico

Minha resposta....


Bom dia

Estou a escrever algo sobre erro médico e me deparei com artigo da dra Giovana (Erro médico ou fatalidade? Sabendo diferenciar a origem do dano ocorrido durante o processo terapêutico.).  

Gostaria de discordar. O diagnóstico correto não é obrigação final do médico pois este pode errar no diagnóstico, o que não pode acontecer é errar devido desleixo, inobservância técnica entre outros nomes que se dão para a imprudência, imperícia ou negligência. Ou seja, pode acertar ou errar, desde que o processo investigativo seja válido.

Muitos gostam de pensar que os sintomas de determinadas doenças sempre se apresentam como descritos nos livros mas a prática clínica é muito diversa. Sou cirurgião é ja operei vários apendices onde a clínica não era compatível com o do livro e manuais. O contrário era verdadeiro, ultrasom normal mas clínica de livro - paciente operado e tinha apendicite. 

Principalmente idosos chegam a urgência hospitalar em uso de uma miríade de medicações além de já terem usado chás e receitas caseiras de toda sorte. Habitualmente já padecem de doenças crônicas e tem dificuldade em estabelecer uma linha cronológica clara sobre os eventos em saúde.  Tudo isso dificulta em muito o processo de avaliação clínica, por mais minuciosa anamnese seja feita.

Diga-se de passagem, uma conversa bem conduzida é bem mais valiosa que o simples exame físico no processo diagnóstico. 

De qualquer forma acredito haver uma interpretação equivocada sobre a questão do diagnóstico errado - pois como podemos ver no texto - "taquicardia, dor no braço, hipertensão, vômito e/ou outros"... são sintomas que podem ocorrer em uma multiplicidade tão grande de eventos médicos que seria impossível listar. 

Exemplifico:: Idoso obeso caiu e quebrou o braço, o que leva a dor no braço que leva a taquicardia e consequente elevação da pressão arterial. Com a dor forte pode resultar em vômitos E/OU OUTROS... Se ele bateu a cabeça e foi encontrado inconsciente como saber que ele caiu? Nem todas as fraturas são "expostas" algumas são dificeis de se ver mesmo sob radiografias.


Então .. no mundo biológico nada é tão preto no branco  como "sintomas de infarto"

Parabéns pelo artigo 


Análise:  acho que ainda muitos acham que medicina é uma arte matemática, que a relação com o paciente é a mesma que quando você compra uma televisão (código de defesa do consumidor) ou quando você contrata um eletricista para ver sua tomada (que por sinal cobra mais caro que uma consulta médica).

E enquanto perdurar essa visão preparem-se para ter médicos mais tecnólogos. Ou seja, não se envolvem emocionalmente com o paciente, quero dizer... já existe o consentimento informado e não vai demorar para que tenham que assinar um contrato de prestação de serviços.

Vamos de deixar de nos importar e fazer apenas o que está contratualizado - o melhor possível, mas dentro do contrato....

Que medo do futuro...










quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Duas coisas.




Bem, bem.... Vamos lá colocar um pingo de desabafo...

Minha filha de 3 anos de meio estava um pouco anemica cerca de 6 meses atrás. Devido um quadro infeccioso algo mais preocupante acabou por realizar uma radiografia e exames de sangue no Hospital dos Fornecedores de Cana.  Diga-se de passagem, fiquei preocupado com a coleta de sangue pois quem é pai bem sabe como isso dói na gente. 

Pois bem, a moça do São Lucas (laboratório) foi lá com bastante cuidado e carinho e fez a coleta, minha filha nem chorou (ela é boazinha também!) e blza.

Agora, semana passada minha esposa foi a um renomado laboratório da cidade, ligou antes para saber como faria a coleta dos exames. Preparamos minha pequena novamente por 1 semana falando sobre a coleta de sangue e como ela tinha que ser corajosa e talz.  Lá chegando minha filha comportou-se como uma lady, conteve o choro na hora da picada mas não escandalizou nem nada, foi uma belezinha (conta minha esposa pois eu não fui).

Essa semana recebemos a ligação do famoso laboratório que tem trocentos postos de coleta na cidade dizendo que "o sangue não foi em quantidade suficiente" e que minha filha teria que voltar para outra retirada...

Pooooooorrra!????? Como assim????? Vcs NÃO SABIAM QUE TINHA QUE COLETAR MAIS QUE 5 ML????? Se minha filha tivesse dado trabalho e fosse difícil coletar ainda vá lá! Mas ela ficou quietinha na coleta dos frascos!!!!

Lá vamos nós de novo e desta vez ela chorou mais.... Que inferno.. se fosse em mim num tava nem aí.. mas incompetência deste tamanho com crianças????... Eu NUNCA OUVI FALAR DISSO!! Sou médico desde 1997 e NUNCA OUVI ISSO NA VIDA, ter que voltar por que faltou sangue?

É de revoltar ou não é? Porque não tiraram logo uns 10 ml pela mor?! Queriam economizar frascos? 

Enfim... desabafos a parte, vou mandar um vídeo de um delegado desabafando também....

abraços a todos.



Duro né?  


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Formulário de seguro.

Bom dia a todos os médicos e pacientes.

Trago uma informação que acho importante compartilhar ....


http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2012/1997_2012.pdf

ou seja

o médico que atendeu ao paciente não pode preencher o formulário securitário. Sabem aquele que a família pede para o médico preencher para receber seguros de vida ou similares?

Então:

“É vedado ao médico: Art. 77. Prestar informações a empresas seguradoras sobre as circunstâncias da morte do paciente sob seus cuidados, além das contidas na declaração de óbito”"

É falta ética pois ao médico é proibido ser perito de paciente seu.
E o preenchimento do formulário de seguros é considerar perícia securitária.

O médico que em qualquer momento da sua CARREIRA atendeu o paciente em questão não pode preencher formulários de seguro ou ser assistente técnico ou ser perito em nenhum tempo por estar impedido.


É obrigação da SEGURADORA providenciar perito para preenchimento do sinistro. Então vc que é segurado não se engane... não é ônus seu...

''[ ]s 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Valorização profissional....

Estava a verificar algumas comparações que recentemente numa rádio ouvi. Técnicos em eletrônica ou outras áreas da indústria tem tido tanta valorização de sua mão de obra que tem salários maiores que os próprios engenheiros ou médicos.

Isso me faz refletir sobre alguns aspectos que movem o capitalismo na área da saúde.

1 - O bom técnico, vendedor, administrador ou seja lá o que for é aquele que traz lucro para a empresa, seja reduzindo custos, aumentando a eficácia ou eficiência ou vendendo mais.

a) Diferente do médico, que é um profissional que quando agregado ao processo traz custo. O empregador (seja governo, operadora de saúde, hospital) não tem gerência ou hierarquia no modo operativo do médico. Ele tem autonomia de fazer o que quiser apelando ao bem maior que é a saúde do paciente. O lucro eventual que um médico traz pode ser visto quando este profissional é de tamanho renome que converge e atrai os pacientes a determinado serviço que em busca de maior qualidade estão dispostos a pagar por isso.

           Acompanhando o raciocínio, a percepção direta do desempenho de um funcionário na indústria é fácil de medir. Agora devido a extrema variante biológica, o desempenho profissional médico é quase impossível de medir, pois não adianta ser mais rápido se houver maior número de complicações, mas também não adianta ser mais lento e acumular filas de pessoas a esperar.


2 - Tempo x desempenho x produção:  Uma notável diferença mais recentemente percebi foi na atuação de fisioterapeutas sendo remunerados por Operadoras de Saúde. Devido ao baixo valor, aquela seção de fisioterapia que era mais personalizada e com duração de 45 - 60 minutos se transformaram em linhas de produção com acoplagem de equipamentos, exercícios auto-realizáveis e alguns minutos de massoterapia.  Claro que posso estar generalizando aqui, mas é uma percepção pessoal. Não é baseado em nenhuma pesquisa, e ficam minhas desculpas aos que mantém seu atendimento no perfil habitual.Ai ficamos a pensar que o mesmo aconteceu com os médicos décadas atrás onde os baixo valores tornam a organização do trabalho baseado em volume e não qualidade. Assim para fazer juz a manter um consultório aberto, os profissionais reservam em torno de 15 minutos para consulta, respeitadas variações de acordo com especialidades.

b) Então, nada tenho contra o sistema mutuário (operadoras de saúde). Só acho que o profissional médico, devido sua autonomia, deveria ser dono do seu preço. Assim como há advogados de R$ 10.000,00 há advogados de R$ 1.000,00 e obrigatoriamente isso não traduz a qualidade do atendimento e sim a capacidade operacional deste ou daquele.

Será mesmo que a ANS e o SUS não deveriam repensar o modelo ora vigente e trazer uma mudança mais robusta ao sistema que se mostra cada vez mais falho? Será mesmo que a autonomia a qualquer custo é algo que os Conselhos profissionais devem defender tão vigorosamente.

3 - Grupos x indivíduos:

        Hoje há uma tendência dos profissionais de saúde, devido também aos custos altos e baixa remuneração, formarem condomínios ou grupos de profissionais tentando com isso, dividindo despesas e modelos operacionais, tornarem o processo mais facilitado. A vantagem de um grupo é que caso você esteja impedido, há com frequência outro que possa lhe cobrir ou resolver a demanda. Devem apenas  atentar em manter a qualidade técnica e a imagem ética e profissional pois neste processo pequenos desvios podem impactar na imagem da equipe.
             Com isso há menor perda de potenciais "clientes" ou pacientes , por haver melhor disponibilidade mesmo quando um ou outro sai de férias ou a congressos/cursos de atualização.
            Porém ainda é difícil organizar grupos pois médicos em particular são indivíduos com formação solitária e competitiva. Na própria universidade é arraigada a imagem de competição (desde do vestibular até a residência médica) em que você deve ser melhor ou sair na frente. 10 anos disso e dificilmente você consegue mudar seu modelo de enxergar para um método cooperativo onde há perdas e ganhos. Onde de fato há necessidade de analisar custo x benefício, desempenho, eficiência, eficácia e efetividade entre outros conceitos de administração e gestão   


4 - Salários.

               Certa vez perguntei a médicos se deixariam de ser autônomos para serem assalariados com uma remuneração de R$ 15.000,00 mensais por 40 horas de trabalho semanais e benefícios do CLT em regime de dedicação exclusiva. 55% disseram que sim.  Parece bastante dinheiro realmente, quase alcança o salário de magistrados que começam com quase R$ 20.000,00.  Só muda que eles tem 60 dias de férias entre outros benefícios incorporados etc. e parlamentares então... mas não vamos entrar neste assunto.
          Hoje a enfermagem trabalha em regime CLT, dificilmente vemos profissionais de enfermagem abrirem empresas de prestação de serviços. Mas o salários destas são muito menores... acho que em torno de R$ 2000,00 mensais por 40 horas semanais para enfermeira com formação superior.
        Qual a diferença? Bem, hoje o médico consegue trazer seu aporte financeiro a valores maiores porque também a maioria trabalham das 06 até as 20 horas, com frequência com 20 minutos para almoçar e trabalham no final de semana também (pelo menos 1/3 da carga horária diária). Então isso representa 14 horas diárias ou 70 horas semanais (dias úteis) + umas 10 -12 horas nos finais de semana. 
            Mas caso fizesse as contas e considerassem  custo operacional de um consultório e idas e vindas de hospitais e ambulatórios viria que o custo operacional é alto também. E penso que aquela pesquisa teriam índices maiores de aceitação.


             comentário:  Há grande defasagem salarial na área de saúde. Provávelmente por questão mercadológica, o enfermeiro de nível superior é mão de obra mais fácil de encontrar. Em recente concurso público, para algumas parcas vagas haviam cerca de 3000 candidatos para umas 8 vagas...  Mas veja que interessante... de um lado, acho que a enfermagem está perdendo oportunidade em montar empresas de prestação de serviços que poderiam alavancar a categoria, por outro os médicos que tem conforto em determinado nível salarial deveriam pensar em migrar para o CLT.... 

Parafrasendo Natália do Mesa para Dois.

"Pode fechar a conta."










quinta-feira, 19 de abril de 2012

Filhos.... singularidade

Bem,,, antes de mais nada queria agradecer a Dra. Ana Elisa que foi me render hoje no Hospital Unimed as 19 horas após ter terminado suas cirurgias no Hospital da Cana para auxiliar o Dr. Juliano (o qual também agradeço por ter deixado eu sair no horário) e a Vaderli antecipadamente por não ter me escrachado..

Para que? alguns se perguntam...

Ora - para ir a uma reunião de pais e mestres na escola da minhas filhas com minha esposa e as próprias.

E por parecer trivial, já digo de antemão... todos os pais e mães deveriam participar disso, principalmente nesta fase da vida com os filhos pequenos. Identificamos e conhecemos tantas facetas da nossa prole que ignoramos e ouso falar que subestimamos a capacidade deles. Conhecemos outros pais com suas angústias, orgulhos e dúvidas que são nossas também. Não há livro nem manual para isso.

O fato de sermos superprotetores deixa mais claro ser importantíssimo alinharmos nossos esforços educativos aos da escola que elegemos para o melhor de nosso bem mais precioso.. de nada adianta condutas conflituosas onde na escola é de um jeito e em casa outro.. acho que a criança ficaria confusa com isso, certo?

E a felicidade delas quando viram que eu poderia ir a reunião e ver o trabalho que elas desenvolvem lá é um prêmio maior. Impagável e .... SINGULAR.

As vezes temos que dar importância a assuntos que parecem banais. Sempre temos algo "mais importante"... Pode ser que minha participação tenha sido insossa e que pouco importe no cálculo geral do universo... mas eu estava lá e foi importante para elas e para mim também, ou seja para o universo da minha família ... e para mim isso basta.

Enfim... acho que hoje merecia um post...

that's it.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Tempo a gente não compra.

Pois é gente, notadamente estava eu cá prestando o concurso para polícia. E achando que a prova ia ser em abril, fiz um cronograma e tava de boa... ai de repente BUMMMMM a prova foi dia 4.3.2012. Tive que estudar mais do que quando tirei título de especialista.
E notei uma coisa... por mais relativo que seja o tempo... e exceto que você seja o Flash, ele não estica, dilata, cresce, engorda, etc..  E você precisa fazer nada para ele ser consumido... como um carro em ponto morto vai gastando a gasolina, se você parar ele vai escorrendo pelos seus dedos como a metáfora da areia da praia.

Agora vem a segunda fase e notei que preciso estudar muito mais. 6 questões abertas e 1 redação em 3 horas para uma prova que não tem data. Poxa vida, esse pessoal da PC-Sp poderia fazer um cronograma...

Cancelei alguns compromissos, abandonei alguns trabalhos para poder me dedicar aos livros. E fico surpreso com o que a gente pode aprender (ou reaprender) pelo simples fato de ter uma motivação para estudar uma área diversa da sua. Fiquei empolgado com a criminologia, ciência fascinante e que mudou meus conceitos viscerais (emocionais) quanto ao crime na sociedade. Fico até com vergonha de ter tido a audácia de discutir sobre isso com advogados, delegados e juízes... eles devem ter me achado um bocó. 

Realmente antes de manifestarmos uma opinião deveríamos sempre procurar saber mais sobre o tema e não prejulgar - coisa que a sociedade está a acostumada a fazer hoje em dia... julgar antes de ouvir as duas partes, e se deixar executam lá mesmo na rua, certo? Bate, lincha e depois pergunta - ai perceberam que o cara infartou e não tava bêbado no volante... Ai vem uma das análises da criminologia da negação:  "mas como a gente ia saber que ele não tava bêbado? a culpa não é nossa"  defendem-se a massa ignara.

E pior - eles tem tempo - para estudar ou melhorar a si mesmo. Mas usam com futilidades, tão comumente ofertados na sociedade hoje.

Bem, vou voltar aos livros, isso foi apenas uma pequena catarse para não deixar o blog abandonado. rs.


bom ano para todos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Dr. Walther Gravena


E Piracicaba perde um dos seus médicos médicos.

Ele tratou de tantos e tantos que dificilmente citar-se-ia seu nome sem que alguém comentasse "Ah sim, ele tratou de minha mãe/avó,irmã etc.Que ótimo médico!"
De grande coração, gosto de lembrar dele assim (na foto)- operando e trabalhando, sempre sorrindo e alegrando o ambiente em que se encontrava.
Muito me ensinou o velho mestre pois por mais tecnologia agregada ao nosso dia a dia, determinadas expertises nós só aprendemos com os mais experientes de vida.
Só tenho a agradecer pelo acolhimento que Dr. Walther Gravena me deu quando cheguei em Piracicaba em 2002.

Vai ficar muita saudade no coração de todos, pois sei que todos tinham muito carinho por ele.

Descanse em paz!


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Escolhendo marcas?

Reportagem da veja fala sobre descaso da ANVISA na questão das próteses mamárias.


Cabe aqui alguma racionalização...


A ANVISA é o orgão que regulamenta e fiscaliza no Brasil os produtos da área da saúde.
A ANVISA emite certificação e teoricamente atesta que o produto é seguro e tem qualidade suficiente para utilizarmos no nosso dia a dia.
A ANVISA diz então que o produto X ou Y serve ao mesmo propósito que o Z ou M (no caso penso em próteses mamárias nacionais e importadas mas serve para outros produtos também).

Quem é responsável quando dá um treco desses?

Se não houvesse ANVISA, digo, se não houvesse fiscalização nem nada, ai poder-se-ia responsabilizar quem indicou ou importou etc...

Mas como há fiscalização... não deveria a mesma ser responsável pelo dano ocorrido? Ainda mais tendo sido avisada do problema por 2 consumidores?

Senão qual responsabilidade que existe por trás de uma agência reguladora? Ela só serve para emitir um "certificado"  e arrecadar dinheiro no processo?

vou te contar ... 


domingo, 11 de dezembro de 2011

Artigo da Isto É sobre a PRAGA das consultas de 15 minutos.

Leiam aqui a reportagem da ISTO É .... 

mas para quem tem preguiça...fiz CTRL C-
Apesar de ter lido manifestações revoltosas, acho que o artigo em bem a calhar EXCETO é claro a maldita visão dos advogados que ainda acham que medicina é um processo contratual comercial , uma mera prestação de serviços - atividade fim e não meio.
Mas já discursei sobre isso aqui no blog - basta procurar nos tags "medicina" ou "small talk"

Grifei as partes mais cabulosas.

Tirem suas próprias conclusões.

A praga das consultas a jato

Atendimentos médicos que não duram mais do que 15 minutos tornam-se frequentes, o que provoca o erro no diagnóstico e na prescrição de remédios. O que você pode fazer se tiver sido vítima dessa prática

Monique Oliveira e Luciani Gomes
A cena é cotidiana nos consultórios médicos: entre o bom-dia e o até logo dados pelo profissional, passam-se apenas 20, 15 e, às vezes, inacreditáveis três minutos. Quando muito, dá tempo apenas para falar dos sintomas mais aparentes, pegar na mão uma lista de exames a ser feitos ou de remédios a ser tomados. Para que servem e quando mesmo devem ser tomados? Difícil lembrar, já que as explicações foram tão rápidas que nem deu para memorizá-las como se deveria. Também é evidente que o médico não teve tempo para avaliar com a precisão necessária o que foi prescrito. Trata-se de uma realidade cada vez mais frequente, tanto no Brasil quanto em outros lugares do mundo. Inclusive em consultórios particulares, essas consultas, que mais se parecem com um drive-thru de lanchonete, são registradas. E isso contribui para as estatísticas judiciais que mostram aumento nos casos de erros médicos.

A banalização das consultas a jato é tão grande que levou a uma distorção. Hoje, ser atendido em 15 minutos é considerado um privilégio. Um estudo da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto, em São Paulo, deixou isso claro. Os pesquisadores acompanharam 480 consultas na rede pública e mediram, de cronômetro na mão, o tempo que cada doente passava no consultório. Logo em seguida, perguntaram o nível de satisfação com a consulta. Quem foi atendido entre 11,4 e 15 minutos considerou o atendimento excelente. Os que ficaram de 7,6 a 11,3 minutos acharam a consulta boa. Já os que permaneceram com o médico de 3,8 a 7,5 minutos consideraram-na regular e apenas os que ficaram de 0,1 a 3,7 minutos – ou seja, nem quatro minutos – acharam que foram mal atendidos.
Apesar dos efeitos nocivos das consultas-relâmpago, não há no Brasil uma regulamentação que determine o tempo mínimo que uma consulta deve ter. Há apenas um consenso entre os bons médicos de que é impossível fazer uma avaliação correta do paciente em menos de 25 minutos. “Não se coloca o tempo de consulta no contrato porque se supõe que o médico agirá com consciência ética”, afirma Rogério Toledo, diretor do setor de Proteção ao Paciente da Associação Médica Brasileira (AMB). Mas como fazer isso na rede pública, por exemplo, na qual cada médico tem pelo menos 16 pacientes marcados para prestar atendimento em uma jornada de quatro horas? Ou seja, dedicar a cada doente escassos 15 minutos? Esse tempo, aliás, é usado como marcador de produtividade na rede pública, de acordo com o Manual de Auditoria de Atenção Básica do Ministério da Saúde. O documento serve para analisar o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde e, segundo uma de suas fórmulas, serviço produtivo é aquele que atende em 15 minutos. Na rede conveniada, o parâmetro é que os profissionais atendam no máximo quatro pacientes por hora – ou seja, os mesmos 15 minutos para cada um.

O problema é que nem sequer a “regra” dos 15 minutos é respeitada. “Na rede pública há médicos que atendem em dois minutos, no corredor mesmo”, relata o médico Fernando Lucchese, diretor da Santa Casa de Porto Alegre. “Já ouvi colegas dizer que eram pressionados a atender em menos de dez minutos”, completa o proctologista aposentado Albino Sorbino, que durante anos trabalhou no Hospital do Servidor Público de São Paulo. A demanda na instituição pública comprometia o atendimento em seu consultório. “Eram, no mínimo, dois casos graves por dia”, lembra. “Não tinha como fazer essa consulta em 15 minutos e eu ficava sempre três horas além do meu horário.”

Pouco a pouco, começam a surgir indicativos dos danos causados pelas consultas rápidas. Um estudo feito pela Universidade de Ghent, na Bélgica, revelou um pouco das diferenças que ocorrem quando uma consulta é rápida demais ou acontece no tempo certo. Os cientistas analisaram 2.801 gravações de consultas realizadas em 183 hospitais da União Europeia e categorizaram as relações estabelecidas durante o encontro com o médico. Nos curtos, o tempo é dividido entre perguntas e instruções. Já nos longos, observou-se mais tempo gasto no levantamento de problemas psicológicos que podem estar relacionados aos sintomas e no fornecimento de orientações gerais ao doente. Este último, é claro, é o modelo mais ideal. “A consulta não é o momento de diagnóstico preciso”, explica o gastroenterologista Rogério Toledo, da AMB. “É o momento de se inteirar dos hábitos do paciente.”

Uma boa consulta envolve também a coleta do histórico do paciente, exame clínico completo, indicação detalhada de exames complementares, se necessários, e orientações terapêuticas baseadas em pelo menos mais de uma hipótese de diagnóstico. “Tarefa difícil para 15 minutos”, diz o infectologista David Uip, diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. 

Há outros prejuízos quando esse roteiro não é cumprido. O tempo mínimo compromete a relação com o paciente e pode levar o médico a somente atenuar os sintomas sem tratar a doença. “O profissional vira um grande fazedor de receitas”, diz Lucchese, de Porto Alegre. O atendimento rápido também compromete a interligação de sintomas com situações, já que o paciente apenas responde a perguntas ou é dirigido pelo médico. “E é só deixando o paciente falar que se podem fazer conexões com uma sintomatologia que inicialmente não estaria relacionada à doença”, diz o cardiologista Múcio Oliveira, diretor de emergência do Instituto do Coração, em São Paulo. “O atendimento rápido vai comprometer o diagnóstico”, diz Rogério Toledo.

Outros riscos são sair da consulta sem entender como tomar o remédio – e tomá-lo errado – ou receber uma prescrição incorreta. No Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde, 50% dos remédios comercializados são prescritos, dispensados ou usados de maneira errada. E, segundo especialistas, 49% dos erros são feitos pelo médico, na hora da prescrição. “O profissional faz um diagnóstico apressado, errôneo, e receita o remédio errado”, diz Fernando Lucchese. “O erro nas prescrições é uma consequência inevitável dessa consulta que não privilegia o olho clínico.” Além disso, a pressa eleva a chance de o paciente se submeter a exames desnecessários, sujeitando-se, por exemplo, a receber doses de radiação emitidas por aparelhos de imagem, sem que fosse preciso.

A falta de coleta de dados e um histórico mal tirado podem levar inclusive à morte. No ano passado, o Tribunal de Justiça de São Paulo indenizou uma família em R$ 30 mil por causa de um atendimento ruim em um hospital privado. Uma criança de 1 mês e 7 dias de vida, com pneumonia grave, voltou para casa apenas com uma prescrição de Novalgina. “Ela morreu de pneumonia porque o médico não coletou os dados suficientes na hora da consulta”, relata o advogado Vinicius de Abreu, representante da ONG Saúde Legal, entidade de defesa de pacientes.

Uma suposta falta de médicos poderia ser usada para justificar a pressa. Mas isso não é real no Brasil. Em outubro deste ano, os conselhos regionais de medicina registravam a existência de 371.788 médicos em atividade no País, um salto de 530% desde 1970, percentual cinco vezes maior que o crescimento da população. As razões apresentadas por entidades médicas para a disseminação da praga da consulta a jato repousam em outras esferas. Elas argumentam que a baixa remuneração dos profissionais é que provoca a necessidade de atender vários pacientes em um mesmo período. Isso fica mais evidente na rede pública, na qual os baixos salários não atraem muita gente. Como resultado, o número de médicos não seria suficiente para atender à demanda. “Não é novidade que faltam médicos nos serviços de urgência em hospitais públicos”, diz Aloísio Tibiriçá, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina.

Na rede conveniada, que hoje já atende 9% da população brasileira, menos médicos se credenciam aos planos de saúde também por causa da baixa remuneração. Há planos que pagam menos de R$ 30 por consulta. A consequência: muitos profissionais atendem mais gente do que deveriam para conseguir um rendimento satisfatório. “O médico precisa manter o consultório, mas com os valores pagos só consegue isso aumentando os pacientes por hora ou cobrando no particular”, afirma Márcia Rosa de Araújo, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro.

Essa realidade vem merecendo reação dos próprios médicos. Recentemente, verificou-se uma onda de paralisações entre os profissionais vinculados a convênios. Em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, os médicos Marco Leite e João Botelho decidiram fazer o contrário. Para mostrar à população como deve ser um atendimento impecável, reforçaram o time de profissionais em uma das Unidades Básicas de Saúde da cidade em um dia de atendimento. “Tivemos um reforço de oito médicos onde antes havia quatro”, diz João Botelho. E os pacientes finalmente foram atendidos corretamente.

É direito do médico pleitear salários mais altos. Mas os governos, os profissionais e as entidades que os representam devem ficar em alerta para não permitir que a baixa remuneração e a ausência de infraestrutura continuem a ser motivos para justificar a proliferação da prática das consultas expressas e suas consequências danosas aos pacientes. As entidades médicas deveriam também – inclusive para proteger os próprios profissionais – exigir das autoridades de saúde melhorias nos sistemas de saúde público e privado.

No âmbito particular, não há muita explicação para o fato de um médico receber o que quiser por uma consulta e atender seu paciente rapidamente. Uma das argumentações dos profissionais é a de que muitos trabalham em hospitais públicos ou conveniados durante o dia e acabam ficando com pouco tempo para atender à noite no consultório. Mas o paciente não tem culpa disso. 

O que também contribui para a armadilha das fast consultas é uma formação médica baseada mais na técnica do que em um atendimento mais humano. Além disso, muitos médicos são oriundos de faculdades de qualidade ruim, de onde saem às vezes sem saber sequer como realizar um exame clínico correto. Atualmente, o Ministério da Educação supervisiona 17 cursos de medicina que obtiveram conceitos 1 e 2, considerados baixos, no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes. Entre elas estão quatro universidades federais.

Como não há, porém, uma determinação legal sobre o tempo mínimo de uma consulta, o paciente só poderá processar o médico quando houver um dano evidente e ficarem caracterizadas negligência, imprudência ou imperícia. “Não é porque a consulta foi rápida que o serviço foi mal prestado”, diz a advogada Joana Cruz, do Instituto de Defesa do Consumidor. No entanto, a curta duração da consulta pode ser um indício de que o médico agiu com negligência. “Nesse caso, o consumidor pode usar a curta duração como contextualização”, afirma o advogado Alexei Marqui, especializado em direito do consumidor.

Para isso é necessário que o paciente produza uma prova de que o tempo di­minuto resultou em negligência. “Ele pode pedir um comprovante da duração da consulta para o médico”, orienta Marqui. Mesmo na ausência de prova, dependendo do caso, o juiz pode determinar a inversão do ônus da prova. Nessas circunstâncias, como o paciente é considerado leigo, a Justiça entende que seria mais fácil o médico produzir uma prova que o defenda do que o paciente oferecer uma prova que acuse o médico.

Mesmo sem um erro evidente, no entanto, vale registrar a queixa nas operadoras de saúde (para usuários de planos) ou no Ministério Público e secretarias de Saúde (pacientes da rede pública). O doente atendido por médico particular pode resolver na hora. A advogada especializada em saúde Rosana Chiavassa orienta só pagar a consulta depois do atendimento. “Dessa forma, se a pessoa considerar que foi mal atendida ou atendida rapidamente, é só levantar e ir embora sem pagar”, diz. Os indivíduos também têm a opção de recorrer à Justiça quando considerarem que a consulta expressa deixou consequências danosas à saúde.

A denúncia aos órgãos competentes pode ser uma boa opção para detonar um movimento em massa por consultas mais extensas. Foi a partir da pressão popular, por exemplo, que a Agência Nacional Suplementar de Saúde decidiu diminuir o tempo de espera para a marcação de consultas e exames por usuários de planos de saúde.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Nosso pequeno mundo

Estive a assistir um vídeo muitíssimo interessante.
Apesar de ser difícil de averiguar todas as fontes de informação e o vídeo ser bem longo
Acho que vale a pena assistir e considerar.

2048 está "perigosamente" perto.

Se é o peixe que nada junto com os dejetos radioativos.... não gosto nem de pensar.

Assistam o vídeo aqui.....

Grato ao i.`. Hélio que me mandou o link

bom final de semana

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Segurança de carros

Bem bem,,

Pensem assim... se você gosta de comida, gosta de ir em restaurantes.
Se gosta de restaurantes, acaba por gostar de viajar para conhecer novos sabores.
Se gosta de viajar e sair por ai, gosta de ter um carro bom
Se gosta de sua família e de suas pernas, gosta de ter um carro seguro.

Portanto, se gosta de comer gosta de carro seguro.

Se assim o for.. leia o interessante teste da L-NCAP com relação a carros do mercado brasileiro. Mas isso é muito compatível com um artigo que li sabe Deus onde um tempo atrás dizendo que os carros mais "populares" no mercado europeu eram menos seguros que os carros de "maior porte".

Dureza neh?

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Auditoria em Sáude

Um colega (Dr. Volu) vem conversando comigo e trocamos algumas idéias acerca de auditoria ...

Segue para quem tiver interesse o site dele. O mesmo tem um curso, em São José dos Campos.

http://www.volu.com.br/
ou
http://www.cursosexito.com.br/

Sempre penso que todos os médicos (independente de atuarem ou não no mercado) deveriam fazer um curso de auditoria ou similar em administração em saúde. Vejo tantos problemas que seriam mais facilmente resolvidos se os colegas tivessem o conhecimento administrativo.

[ ]s 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Médico

Comentário de Sueli Maistro Silva
Simplesmente .... Bem, leiam e maravilhem-se

"Como a medicina é a arte da saúde, a direção do navio é a arte da navegação,a educação dos filhos é a arte dos pais, a prudência é a arte do viver.
Queres ser médico, meu filho? Essa aspiração é digna de uma alma generosa, de um espírito ávido pela ciência. Mas, pensastes no que se transformará tua vida? [...]Pensa bem enquanto há tempo. Mas se, indiferente à fortuna, aos prazeres, à ingratidão; e sabendo que te verás, muitas vezes, só entre feras humanas, ainda tens a alma estóica o bastante para encontrar satisfação no dever cumprido, se te julgas suficientemente recompensado com a felicidade de uma mãe que acaba de dar a luz, com um rosto que sorri porque a dor passou, com a paz de um moribundo que acompanhastes até o final; se anseias conhecer o Homem e penetrar na trágica grandeza de seu destino, então, torna-te médico meu filho."

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Profissão perigo = médico.

Esses dias estava a escutar desabafos de colegas médicos. Naturalmente o ser humano é reclamão por natureza... se ele está F, ele quer ser E, se ele está B ele quer estar A. Graças a Deus!!!, pois sabemos que isso é que move a genialidade humana para frente. Se não fosse por nossa comedida ambição, estaríamos acomodados com a invenção da roda ainda...

Mas voltando a labuta dos médicos, notei a angustia de vivermos uma medicina burocratizada e mercantilizada. O ato médico não mais se resume em diagnosticar e tratar. Devido a perda da característica sacerdotal da medicina, o que temos hoje como ato médico??

a) primeiro tem que formar-se médico e ganhar o diploma de bacharel em medicina (para isso basta prestar um vestibular e ficar 6 anos com uma carga horária semanal de no mínimo 68 horas). Diferente de outros cursos, a medicina só tem férias 20 dias de julho e o mês de dezembro  (somente durante os 2 ou 3 primeiros anos - os outros anos não tem mais férias)
b) tem que fazer residência pois se você não for especialista em alguma coisa você é SÓ mais um médico - como se fosse pouca coisa (residência médica exige mais 3 a 5 anos de curso intensivo de dedicação exclusiva com carga horária que pode chegar 124 horas por semana.
c) tem que registrar suas especialidades no CRM (mas só pode anunciar 2, mesmo que vc tenha 3 ou 4 especialidades - porque isso pode "confundir o paciente")
d) tem que abrir espaço para ingressar no mercado de trabalho. Neste caso dar plantões, abrir consultório e credenciar com convênios.
e) o plantão é fácil, afinal vc que acabou de sair da residência vai para uma área médica de alto risco que permite pouca margem de erro.
f) consultório é fácil também, afinal de contas por R$ 3.500,00  mensais vc abre um consultório com funcionários, telefone, limpeza, licença da VISA, licença da prefeitura com todos seus impostos, internet, balinha, computador e equipamentos médicos.
g) credenciamento com convênios é super simples, tem que ser aceito, e assinar um contrato com termos jurídicos que EU demorei 10 anos para entender (e aceitar receber entre 28 a 40 reais por consulta incluindo o retorno).
h) se for entrar em cooperativa prepare-se, deve-se investir em torno de R$ 70.000 a 150.000,00 reais para ingressar, dependendo da cooperativa.

AGORA SIM - você pode começar a fazer medicina.... 

a) agende as consultas....
b) se faltar - azar seu.
c) faça a consulta
d) formule a(s) hipóteses diagnóstica(s) - e procure no CID10 (que tem mais de 1200 páginas) quais os códigos para a sua idéia.
e) documente em prontuário (seja papel ou informatizado) e guarde a informação por 5 a 20 anos (afinal nem a justiça decidiu qual o período de guarda desses documentos).
f) peça os exames (procure os códigos dos exames na tabela AMB90 ou 92 ou 96, CEIFAS, THM GEAP ou CBHPM nas suas 5 edições) e coloque naquele formulário de 56  73 campos para preencher (que claro vc pede para secretária preencher para vc).
g) no retorno do paciente (não remunerado) vc checa os exames, avalia se sua hipótese está correta e inicia o tratamento (escreva isso tudo no prontuário e guarde)
h) faça a receita (se for antibiótico em 2 vias, se for narcótico em amarela, se for opióide em branca controlada, se for psicotrópico em azul B1 e se for sibutramina em B2).
i) faça o atestado (ou OS ATESTADOS, afinal não pode tirar xerox) e avie os mesmos
j) depois de 2 dias faça o(s) atestado(s) de novo porque a "firma" não aceitou o outro (mas também não explica porque não aceitou - vc que adivinhe e faça um com o mesmo teor mas com palavras diferentes)... Ces pensam que não? Tive que mudar um de "15 dias a partir do dia 01.09" para "do dia 01.09 até 15.09"ou algo assim.
h) caso necessário retorne o paciente para averiguar se o seu tratamento deu certo

Internação então...é uma daquelas...

a) peça a internação no convênio para cirurgia xxxx PARA DATA YY/YY/YY (porque eles exigem que deixem data marcada)
b) peça a autorização para usar o material cirurgico zzzzz
c) Combine com o paciente, combine com o hospital, combine com anestesista, combine com mais 1 ou 2 médicos para lhe auxiliarem, combine com a sua instrumentadora e reserve o horário
d) 1 dia antes da cirurgia, o convênio pede um relatório médico.
e) desmarque a cirurgia, remarque para outro dia e avise todo mundo que a festa foi adiada.
f) faça o relatório e mande por email
g) convênio pede que o relatório seja impresso, carimbado, assinado e enviado por fax
h) imprima, assine, carimbe e mande por fax
i) convênio autorizou a cirurgia mas não o material
j) entre com recurso e justifique porque precisa daquele material naquela cirurgia
k) convênio pede que o relatório seja enviado por fax assinado e carimbado
l) vc faz o que mandam
m) convênio nega devido "código 28"
n) vc vai no manual do credenciado e checa o que é código 28
o) vc manda outro relátorio justificando e dizendo que a negativa não se enquadra no código 28.
p) convênio autoriza
q) vc faz a cirurgia no dia combinado com todos
r) até o paciente ir de alta, vc preenche o relatório de prorrogação de internação
s) paciente vai de alta e vc atende no consultório (mas como é retorno de cirurgia não cobra)
t) depois de 40 dias o hospital chama vc porque o convênio quer um relatório do porque vc usou o material zzzzz 
u) vc vai no hospital e faz o relatório (nesse momento vc já tá esperto e carimba, assina e manda por fax)
v) depois de 30 dias outro relatório (você já nem sabe o que escrever no relatório - apenas imprime de novo o anterior e manda assim mesmo).
x) após 60 dias vc recebe seu pagamento.

PS -durante a internação vc tem q escrever no prontuário médico os seguintes formulários: a) anamnese b) evolução clinica c)ficha operatória d) resumo de alta  e) receitas  f) atestados  g) justificativas   h) prescrições 


E tudo isso porque  A LEI EXIGE ou PERMITE.

Por outro lado, como sou auditor queria passar uma parte do outro lado.

a) médico xx pediu exame yyy que o paciente zz fez 20 dias antes.
b) vc, como auditor quer entender porque estaria repetindo o exame em tão pouco tempo...
c) a LEI não permite que eu exija antecipadamente nenhum tipo de informação no formulário
d) então solicito uma justificativa.
e) o médico já cansado daquilo tudo que escrevi lá em cima e ainda por cima estressado (e com razão) pois está sob risco de processos éticos e indenizatórios a toda hora, me manda a seguinte resposta: "porque precisa"
f) ligo para o colega e ai sim ele explica que o paciente está sob uso de tal medicação e tudo o mais mas NÃO SABIA que o paciente já tinha esse exame realizado e pediu de novo.

Ou então quando não entendo a letra do pedido do exame. Ai peço esclarecimento e o médico risca com o marca-texto O MESMO PEDIDO que eu não entendi a letra.... hahahahaha

Mas todo pedido tem que ser por escrito por que a LEI BRASILEIRA (QUE É DERIVADA DA GERMANO-ROMANA) EXIGE. As vezes quebramos o galho e por telefone tentamos resolver o problema para o paciente não ser prejudicado.... mas dureza fazer isso tudo tendo mais de 90 auditorias para fazer no dia.

Bem... então a medicina não é mais atender e receitar... temos um emaranhado burocrático e caro (pois tempo é dinheiro meu filho). O médico tem que ser empresário também se quiser sobreviver adequadamente.... mas felizmente a maioria dos médicos não são empresários...

Felizmente porque se fossem, não iriam atender/operar mais NENHUM SUS, nem esses convênios que pagam 28,00 reais por consulta e as vezes isso por uma cirurgia. Se fossem empresários, não iriam nem se credenciar em convênios e operadoras de saúde. Se fossem empresários iriam mandar os plantões hospitalares as favas e as urgências e emergências para que outro resolva. Se fossem empresários iriam ver o custo beneficio de um atendimento e se o paciente fosse complicado ou arriscado demais simplesmente dispensariam para que procurasse outro..(que não encontraria pois quem entra num negócio arriscado ou complicado ganhando a mesma miséria?)

Mas médicos ainda são sonhadores e idealistas que acreditam que o paciente é paciente e não cliente como (alguns) advogados gostam de pensar. Paciente é aquele que necessita da sua ajuda, que vc ajuda no que pode e as vezes não pode (deixando familia de lado muitas vezes). Paciente agradece "obrigado"que vale mais do que o dinheiro (mas que não põe comida na mesa) e paciente é aquele que padece e falece pois nenhum médico é divino ou perfeito e porisso sofremos por semanas, choramos sozinhos escondidos de nossas filhas mesmo após anos e anos da perda. (minha atual esposa, quando namorávamos me viu chorar por um paciente... que coisa neh?)

Então só acho que o paciente (ou cliente) deveria escolher no começo - se quer ser paciente ou cliente. Se quiser ser paciente vai ganhar nosso amor e compromisso que vem com o "ser médico".

Se quer ser cliente vai ganhar um contrato de prestação de serviços que nem sempre corresponde ao que se espera de um sacerdote.

Só acho que é complicado querer ser os dois... nunca consigo tratar um paciente igual aos outros depois que ele me ameaça com policia/processo ou de me agredir...(ÓBVIO NÉ?). Faço o trabalho técnicamente bem... mas perde-se amor...

Aos colegas que se angustiam.... a angústia está de todos os lados dessa profissão que é bela e cruel, antes de cruel é BELA - muito bela...
Aos que são competentes e compromissados - não se entristeçam, apenas tirem o véu da decepção dos olhos e tentem enxergar seu trabalho bem feito no olhar agradecido daqueles que ainda o reconhecem como MÉDICO mesmo (ou mesmo dos seus colegas de profissão que enviam aquele reconhecimento  e agradecimento mudo e imperfeito)
Aos que se julgam menores.... Eu NÃO acredito que alguém que fez MEDICINA (seja em qual escola) seja menor... Ninguém que fez medicina é preguiçoso ou pouco inteligente, muito pelo contrário. Não se sobrevive a uma escola médica sendo mediocre. Então NÃO ACREDITEM quando tentarem lhe diminuir.... todos os médicos já tiveram um diagnóstico difícil.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Faz tempo....

Então... acabei deixando um hiato para dar tempo do povo ler meus posts antigos - afinal organizei as tags pensando em todos os milhões de leitores e fãs que tenho (LOL).

Por hoje, depois dessa chuva toda e refletindo sobre como harmonizar nossos valores e projetos de vida com daqueles que vivem e trabalham conosco. Acho que somente a vida ensina algumas lições, o tempo que é como disse Caetano " (...)o compositor de destinos".

Fica então a citação da Abby Lockheart de um episódio do ER que me marcou bastante....


Why is light given to those in misery, and life to the bitter of soul?
To those that long for death that does not come, that search for it for more than for hidden treasure. 
For are filled with gladness and rejoice when they reach the grave?
For sighing comes to me instead of food. 
My groans pour out like water.
What I feared has come upon me. 
What I dreaded has happened to me. 
I have no peace, no quietness. I have no rest, but only turmoil. 
Have you journeyed to the springs of the sea 
or walked in the recesses of the deep? 

Have the gates of death been shown to you. 
What is the way to the abode of light And where does darkness reside. 
Have you comprehended the vast expanses of the earth? Tell me if you know all this. 

jo 3:20-26
jo 38: 17 e 19
jo38:18

A pedidos ... a tradução...

"Porque se concede luz ao aflito, e vida aos amargurados de alma?


Aqueles que procuram pela morte sem que ela venha
e cavam em busca dela mais do que tesouros escondidos 
e que muito se regozijam e exultam quando acham a sepultura?


Pois no lugar de pão me vem o suspiro,
e meus gemidos se derramam como água.


Porque aquilo que temo vem a mim, 
e o que receio me acontece.


Eu não tenho repouso ou sossego.
Eu não tenho descanso mas somente perturbação.


Por acaso entraste até os mananciais do mar,
ou andaste pelos recessos do abismo?
Foram-te mostradas as portas da morte?


Onde está o caminho para a morada da luz?
E onde residem as trevas?


Compreendeste a vasta imensidão da terra?
Diga-me se sabes disso tudo."




Aquele que me perguntam... é o episódio 3o da 15 temporada (The Book of Abby) - gente vale a pena....